Gaeco protocola mais uma denúncia da Calvário e mira em Ricardo Coutinho e mais seis

Dois irmãos e um filho do ex-governador paraibano também estão na lista de denunciados. 

Foto: G1 / Diogo Almeida. 
O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba protocolou nesta sexta-feira (29) mais uma denúncia referente à Operação Calvário. É a 23ª. E, desta vez, os alvos são o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) e mais seis pessoas, incluindo na relação dois irmãos e um filho do político.

Um dos advogados do ex-governador Ricardo Coutinho, Eduardo Cavalcanti, informou que ainda não foi notificado da denúncia. E que, por ora, não tem muito o que dizer sobre o caso. “Ainda não vimos esse novo processo”, resumiu. O g1 tentou entrar em contato com os outros citados, mas não teve retorno até a última atualização desta matéria.

A denúncia fala em um suposto esquema de pagamento de propina e de lavagem de dinheiro, através de contratos firmados entre o Estado e empresas que forneciam produtos agrícolas.

De acordo com o Gaeco, alguns dos repasses teriam contribuído para a compra de um imóvel, localizado em um condomínio no bairro Portal do Sol, pelo ex-governador Ricardo Coutinho, ao preço de R$ 1,7 milhão.

Além de Ricardo, foram denunciados o irmão dele, Coriolano Coutinho; a irmã, Raquel Vieira Coutinho; o filho do ex-governador, Ricardo Cerqueira Coutinho; além dos empresários Ivanilson Araújo, Denise Pahim e Anelvina Sales Neta.

Com exceção de Ricardo Cerqueira, denunciado apenas por lavagem de dinheiro, os demais são denunciados por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Na ação os investigadores apontam a necessidade de reparação de mais de R$ 7,3 milhões, a ser dividido por todos os denunciados.

De acordo com o Gaeco, empresas agrícolas contratadas pelo estado na época da gestão de Ricardo Coutinho teriam pagado propina de 10% do valor dos contratos para conseguir fechar os acordos.

A denúncia cita alguns desses contratos firmados entre os anos de 2011 e 2018, destacando que uma das empresas firmou contratos que somados chegavam a R$ 58 milhões e outra empresa de mais de R$ 12 milhões. (*) G1


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