Vacinação regride para índices de 1980 e infectologista afirma que vacinas são principal arma contra epidemias

O infectologista Fernando Chagas. Foto: Divulgação / Ascom / HapvidaJP. 
Nunca se falou tanto sobre imunização como no último ano. A pandemia do novo coronavírus acendeu esse debate sobre a importância das vacinas. Sobre as vacinas infantis em 2020, o Brasil não atingiu nenhuma das metas de cobertura. Apesar de gratuitas, seguras e eficazes, a imunização ficou em apenas 75%, quando o ideal é superar 90%. O índice de vacinação brasileiro regrediu a taxas de cobertura similares a dos anos 1980. 

Neste domingo (17), Dia Nacional de Vacinação , o infectologista do Hospital do Hapvida em João Pessoa, Fernando Chagas, aproveita a data para lembrar que as vacinas são as principais armas na luta contra epidemias. Ele afirma que foram as vacinas que impediram a população de ser dizimada por diferentes doenças, como febre amarela, sarampo, caxumba, difteria tétano, hepatite B e tantas outras. 

“Imagina o que seríamos sem a vacina da varíola? Uma das doenças que durante vários momentos da história da humanidade dizimou populações inteiras. Foi graças à vacina contra varíola que nós impedimos que isso se propagasse, continuasse. A mesma coisa com doenças como paralisia infantil e tantas outras. Então as vacinas proporcionaram essa proteção e hoje a gente pode viver livre dessas doenças”, assegura. 

Ação no nosso corpo - Fernando Chagas explica como as vacinas agem no nosso corpo. Ele conta que elas são constituídas do próprio micro-organismo causador da doença, seja ele em modo ativado, atenuado ou morto. 

“Hoje a gente tem várias tecnologias para produção das vacinas. Por exemplo, existem vacinas à base de material genético desse micro-organismo e esse material genético estimula a produção de pedaços do micro-organismo dentro da gente. Desse modo, a vacina constitui em colocar dentro do corpo humano um fragmento do micro-organismo morto inativado para estimular a nossa imunidade, a nossa defesa, produzindo assim anticorpos ou resposta celular contra esse microrganismo”, pontua. 

Chagas esclarece ainda que quando o organismo humano tem contato com o micro-organismo vivo, ou seja, com o próprio vírus, e em sua fase de potencial perigo para desenvolver e/ou causar doenças, o corpo humano já vai ter essa defesa produzida por ter tido contato prévio através da vacinação.  

“Nesse sentido, o nosso corpo é estimulado a produzir uma resposta pela vacina àquele micro-organismo ou àqueles micro-organismos, no caso das vacinas formadas por mais de um micro-organismo. Nesse último caso, para exemplificar temos a tetravalente, vacina composta por vários fragmentos de diferentes vírus. Então, a tecnologia da vacina consiste nisso, uma estimulação do sistema imunológico”, reforça. 

Quantidade de vacinas – Fernando Chagas afirma que o calendário vacinal do Brasil possui 20 tipos de vacinas. Além das que não estão contempladas no calendário. Desse modo, o especialista assegura que é muito grande a quantidade de doenças evitáveis pelo desenvolvimento desse instrumento de proteção. 

“Caxumba, difteria, tétano, hepatites, a forma grave da tuberculose, febre amarela, doença meningocócica, pneumonias ou meningites por doenças pneumocócica, tétano, varíola, paralisia infantil, são exemplos”, explica. 

O infectologista aproveita ainda a oportunidade para fazer um alerta àqueles que estão com o cartão de vacina em atraso ou que ainda não se vacinaram contra a Covid-19. “Procurem a unidade de saúde mais próxima e tomem a vacina. Contribua para que o seu organismo venha a desenvolver a imunidade necessária caso venha a se deparar com o vírus vivo. Vacina é autocuidado e também demonstração de amor ao próximo”, alertou. (*) Com Ascom Hapvida

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