Temer aciona tropas federais após grupo atear fogo a ministério durante protesto em Brasília

Manifestantes atearam fogo no prédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Brasília durante confusão com a Polí...

Manifestantes atearam fogo no prédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em Brasília durante confusão com a Polícia Militar do Distrito Federal. O tumulto ocorre desde o início da tarde desta quarta-feira (24) e se dá em meio a protesto contra o presidente Michel Temer  e contra as reformas defendidas pelo governo. O último boletim divulgado pela PM às 11h30 desta manhã estimava que 25 mil pessoas participam do ato. Os organizadores já falam em mais de 150 mil.

Por conta da confusão, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou por volta das 16h30 que o presidente Michel Temer decidiu, após solicitação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acionar tropas federais para "assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes".

"Nesse instante tropas federais já se encontram aqui nesse palácio [do Planalto], no Palácio do Itamaraty e logo mais chegarão para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos incólumes", disse Jungmann. "É inaceitável a baderna. É inaceitável o descontrole. E ele [Temer] não permitirá que atos como esse venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições."

Os confrontos com a polícia tiveram início por volta das 13h, quando um grupo de manifestantes tentou furar o bloqueio feito pelos agentes de segurança nas proximidades da Esplanada dos Ministérios . Os policiais usaram gás de pimenta e bombas para afastar o grupo, que respondeu com o arremesso de paus que até então eram usados como hastes para bandeiras. O número de feridos não foi informado até o momento.

"A polícia se comporta como se fosse uma gangue do Michel Temer jogando bomba em cima das pessoas que vieram se manifestar", disse Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, em vídeo divulgado pelo movimento Povo sem Medo. "É lamentável a barbárie que está acontecendo."

O ato desta quarta-feira é organizado por uma série de movimentos sociais, como a Frente Brasil Popular, o movimento Povo sem Medo e a União Nacional de Estudantes (UNE). Também são responsáveis pelos protestos diversas centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

A polícia empenhou 1.400 agentes no esquema de segurança montado para a manifestação, que conta ainda com 100 policiais civis.

Manifestantes de várias cidades do País partiram em caravana para a capital federal desde a noite de ontem (23). Segundo os organizadores, ao menos 500 ônibus já chegaram a Brasília para o ato, que é organizado desde a última quarta-feira (17), quando surgiram as informações a respeito de gravações envolvendo o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Os diversos grupos que promovem o protesto pedem a renúncia do presidente Temer e a realização de eleições diretas . As propostas de reformas trabalhista e previdenciária também são alvos de críticas na manifestação.

Segurança
Segundo informações da GloboNews, uma das caravanas que levava manifestantes de Goiânia e do Pará com cerca de 50 ônibus foi parada em uma blitz e os policiais apreenderam sacos com pedras e uma faca.
Os manifestantes estavam proibidos de levar hastes de bandeiras, garrafas de vidro, madeiras e objetos cortantes e/ou perfurantes. Também estavam previstas revistas pessoais feitas em áreas próximas aos ministérios, mas o plano não foi levado adiante em decorrência do tumulto no gramado em frente ao Congresso Nacional.

IG/Último Segundo

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