Gaspar rejeita acordo de Lindbergh e pede DNA urgente ao STF para provar inocência

Deputado afirma que acusação é uma "fake news" e que levará processo contra Lindbergh e Soraya "até o fim". 


Foto: Geraldo Magela/Agência Senado. 


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (6) que não há possibilidade de um acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para uma retratação sobre a acusação de estupro que pesa contra ele. As informações são da CNN Brasil. 


"Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", declarou Gaspar a jornalistas. O parlamentar nega veementemente as acusações e já move ações contra Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) por calúnia e denunciação caluniosa, além de representações no Conselho de Ética da Câmara e do Senado, na PGR e no STF.


A possibilidade de uma "pacificação" foi discutida em uma conversa telefônica entre o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Lindbergh Farias horas após Gaspar ser confirmado como vice . Segundo Sóstenes, o petista admitiu não ter provas contra Gaspar . Em troca de mensagens obtidas pela CNN, Lindbergh chegou a enviar uma proposta de nota, e Sóstenes sugeriu que o petista declarasse "não ter provas" para que o assunto fosse "pacificado" . A assessoria de Lindbergh admite que a publicação de uma nota está em avaliação, mas nega que se trate de um recuo .


A defesa de Gaspar apresentou à PGR e ao STF uma petição oferecendo seu material genético para exame de DNA, com o objetivo de provar sua inocência . No pedido ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, a equipe jurídica solicita que o exame seja realizado em até 72 horas, diante do "imenso desgaste reputacional" causado pela investigação em plena campanha eleitoral .


Segundo a defesa, o material genético do parlamentar já foi coletado em abril deste ano, por iniciativa própria, em uma ação cautelar na Justiça de Alagoas . O laudo da Polícia Científica de Alagoas já identificou um perfil genético completo, apto para confronto . Gaspar também se dispõe a fornecer uma nova amostra, se necessário . A defesa argumenta que, caso o exame descarte o vínculo genético com a criança mencionada na acusação, o procedimento deve ser arquivado .


"Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso", afirmou Gaspar . "A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica" .


Origem da acusação


A suspeita de estupro contra Gaspar foi levantada em 28 de março, durante a CPMI do INSS, da qual ele era relator . Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentaram uma notícia-crime à PF, alegando que Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos à época, que teria engravidado e dado à luz uma criança . Gaspar alega ser vítima de uma acusação caluniosa por parte de seus opositores, em retaliação ao seu trabalho na comissão, que pedia o indiciamento de aliados do governo Lula .

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