No projeto do álbum Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste, cantor celebra 30 anos de estrada.
Altemar Dutra Jr. Foto: Sandro Filippin.
Há encontros que viram destino. E, para Altemar Dutra Jr, o Nordeste não foi só rota de shows: foi casa, foi abraço, foi plateia que canta junto e devolve energia em dobro.
O disco é uma celebração desse vínculo que possibilitou ao artista um mergulho em uma nova sonoridade.
O álbum “Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste”, é uma celebração do artista que transforma 30 anos de estrada em um tributo direto ao povo nordestino que o acolhe tão bem — e faz esta homenagem da maneira mais legítima que existe: apresentando a riqueza cultural dos grandes mestres da música nordestina com a vibração do ao vivo.
Gravado ao vivo em estúdio, o álbum captura a temperatura de palco sem filtro. O set alterna balanço, coro coletivo e momentos de emoção, costurando a identidade do forró, nos clássicos populares e canções que atravessam gerações. É um registro que percorre o nordeste do Brasil enaltecendo a alegria, sua força cultural e a memória que Altemar carrega “de pai pra filho” — agora devolvida em sonoridade que faz palpitar o coração de muitos brasileiros.
Com nove faixas, o álbum percorre diversas atmosferas da música nordestina, como em “Meu Cenário” (Petrúcio Amorim) chega como identidade e pertencimento. A poesia nordestina brilha em “Pedras que Cantam” (Fausto Nilo/Dominguinhos), e a saudade ganha voz em “Ai que Saudade D’Ocê” (Vital Farias). O disco também abraça a fé cotidiana e a esperança em “Deus Me Proteja” (Chico César), além de abrir espaço para o romantismo direto de “Verdadeiro Amor” (Washington Marcelo).
E quando é hora de festa, o álbum traz a alegria tão característica do povo nordestino, nos medleys “Isso Aqui Tá Bom Demais / Frevo Mulher” e “É Proibido Cochilar / Pagode Russo” são feitos para levantar poeira, enquanto “Riacho do Navio / A Vida do Viajante” celebra o Brasil profundo com a assinatura eterna do Gonzagão, Rei do Baião. E para fechar em alto astral, “Tropicana (Morena Tropicana)” (Alceu Valença/Vicente Barreto) traz o brilho solar que se ajusta com a proposta: homenagem com sorriso, suingue e coração aberto.
“Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste” é gratidão pulsando nas veias em um álbum para cantar junto, dançar sem cerimônia e lembrar porque o Nordeste segue sendo uma das maiores potências afetivas da música brasileira.
Gravado em 2025 em Indaiatuba-SP e Recife-PE, o álbum “Meu Cenário | Homenagem ao Nordeste”, encontra-se disponível em todas as plataformas de streaming de música.
(*) Graciela Binaghi / Assessoria

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