Maus-tratos | CRMV-PB alerta: coelho não é presente e 40% são abandonados após a Páscoa


Com a chegada da Páscoa, período marcado por simbolismos e celebrações, cresce também a procura por coelhos como presentes. Entretanto, após o fim das festividades, muitos são abandonados. A ONG Adote um Orelhudo aponta que, entre 60 e 70 dias após a Páscoa, cerca de 40% dos coelhos acabam sendo abandonados.

 

Diferente da imagem disseminada no imaginário popular, os coelhos exigem cuidados específicos, além de demandarem gastos e conhecimento técnico.

 

De acordo com o presidente do CRMV-PB, o médico-veterinário José Cecílio, a aquisição impulsiva, motivada pelo apelo simbólico da data, muitas vezes ocorre sem conhecimento prévio das necessidades do animal, resultando em negligência e abandono após o período festivo. “Animais não são objetos, nem presentes temporários, mas seres vivos que demandam cuidados contínuos ao longo de toda a vida. A decisão de adotar um animal deve ser baseada em responsabilidade e planejamento a longo prazo”, pontua.

 

José Cecílio destaca que o abandono não é apenas uma questão ética, mas também legal. Conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), abandonar um animal doméstico caracteriza maus-tratos, uma vez que implica na interrupção dos cuidados essenciais à sua sobrevivência e bem-estar. A legislação brasileira prevê detenção e multa para esse tipo de conduta, podendo ser agravada caso o ato resulte na morte do animal.

 

“Na prática, o abandono expõe os animais a situações extremas de maus-tratos, como fome, doenças, acidentes e ataques, reduzindo suas chances de sobrevivência”, explica.

 

Cuidados – Os coelhos necessitam de acompanhamento médico-veterinário regular, incluindo avaliações clínicas periódicas, controle de parasitas, cuidados com a saúde bucal, já que seus dentes crescem continuamente, e atenção a sinais de doenças digestivas, bastante comuns na espécie.

 

A alimentação deve ser balanceada e adequada, composta principalmente por feno de qualidade, vegetais frescos e ração específica, sendo fundamental o acompanhamento de um zootecnista para garantir uma nutrição correta, equilibrada e compatível com as necessidades fisiológicas do animal. (*) Ascom

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