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Manter hábitos saudáveis e acompanhar regularmente a saúde são atitudes simples que podem fazer grande diferença diante de um problema crescente no país: as doenças renais crônicas. Estima-se que cerca de um em cada dez adultos tenha algum grau da doença, muitas vezes sem saber.
O alerta é reforçado às vésperas do Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12). Para o nefrologista Farid Samaan, coordenador de Nefrologia da Hapvida, a prevenção passa principalmente pelo controle de fatores de risco já bastante conhecidos. “Hoje, os principais responsáveis pelo aumento das doenças renais são a obesidade, o diabetes e a hipertensão arterial. Controlar essas condições é a medida mais eficaz para proteger os rins”, afirma o especialista.
Funções vitais – Os rins desempenham funções essenciais para o equilíbrio do organismo. Suas principais atribuições incluem o controle da quantidade de água no corpo, a eliminação de toxinas, a regulação da pressão arterial e o auxílio na produção de glóbulos vermelhos. Por isso, quando a função renal começa a falhar, os impactos podem atingir diversos sistemas do corpo.
Prevenção – Segundo o nefrologista, medidas básicas do dia a dia são as mais eficazes para preservar a saúde renal. Entre elas estão manter a pressão arterial sob controle, tratar adequadamente o diabetes, evitar o sobrepeso e a obesidade, não fumar e evitar o uso frequente e sem orientação médica de medicamentos anti-inflamatórios.
A ingestão de água é frequentemente associada à prevenção de doenças renais, mas o especialista explica que a recomendação deve ser equilibrada. Para adultos saudáveis, cerca de 1,5 litro de água por dia costuma ser suficiente. Já pessoas com histórico de infecções urinárias recorrentes ou cálculos renais podem precisar aumentar a ingestão para até três litros diários, sempre com orientação médica.
Doenças silenciosas – Um dos maiores desafios no diagnóstico das doenças renais é o fato de que, em muitos casos, elas evoluem de forma silenciosa. Entre os sinais que podem indicar alterações estão aumento da pressão arterial, inchaço no corpo e mudanças na urina, como espuma excessiva ou coloração avermelhada.
Ainda assim, especialistas recomendam que pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes ou obesidade, realizem exames ao menos uma vez por ano. Os testes mais indicados são a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina para avaliar microalbuminúria.
Quando o problema avança – Nos casos mais graves, a perda da função renal pode exigir terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, mais de 170 mil brasileiros estavam em tratamento de diálise em 2025, um número que evidencia o impacto crescente dessas doenças no sistema de saúde.
Na Hapvida, o Hospital Salvalus foi recentemente habilitado para a realização de transplantes renais, ampliando o acesso a esse tipo de tratamento na região.
Especialistas reforçam que, embora os avanços terapêuticos sejam importantes, a principal estratégia continua sendo a prevenção, que começa com escolhas cotidianas capazes de preservar a saúde dos rins ao longo da vida.
(*) Ascom
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