Pelo menos 118 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas de intoxicação alimentar oriundas do mesmo estabelecimento.

Foto: Reprodução / Diário do Sertão.
A morte da funcionária pública Rayssa Maritein Bezerra, de 44 anos, ainda não teve a causa confirmada pelo Instituto de Polícia Científica. O caso está relacionado ao surto de suspeita de intoxicação alimentar após consumo de pizza em um estabelecimento na cidade de Pombal, que deixou mais de 100 pessoas com sintomas.
Ao Diário do Sertão, o médico legista e perito oficial Luiz Rustenes Fernandes, chefe do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Cajazeiras, explicou que a necropsia realizada no corpo da vítima não apontou sinais conclusivos de intoxicação.
Segundo ele, durante o exame cadavérico não foram identificados indícios típicos presentes em alguns tipos de envenenamento, como edema cerebral, petéquias em órgãos ou odores característicos. Diante disso, o perito destacou que, até o momento, não é possível confirmar nem descartar a intoxicação como causa da morte.
“Nós não conseguimos afirmar pela necropsia a presença ou não de intoxicação. Por isso, solicitamos exames toxicológicos que possam indicar se houve substâncias externas relacionadas ao óbito”, explicou.
Exames vão definir causa da morte
Materiais biológicos coletados do corpo da vítima foram encaminhados ao laboratório de toxicologia forense, onde peritos químicos irão analisar a possível presença de substâncias exógenas.
De acordo com Luiz Rustenes Fernandes, o resultado desses exames será fundamental para a conclusão do caso. O laudo toxicológico será cruzado com os dados da necropsia para, então, determinar oficialmente a causa da morte.
Após a finalização, o documento será encaminhado às autoridades policiais, que darão continuidade às investigações.
Prazo para o laudo
O médico legista informou que, embora o Código de Processo Penal estabeleça prazo de até 10 dias para emissão de laudos periciais, a alta demanda pode impactar esse tempo.
A expectativa, segundo ele, é que o resultado seja concluído em até 30 dias.
Caso segue sob investigação
O caso ocorre em meio a um surto que levou pelo menos 118 pessoas a procurarem atendimento médico com sintomas de intoxicação alimentar após consumirem alimentos do mesmo estabelecimento, que foi interditado por irregularidades sanitárias.
Com a causa da morte ainda indefinida, o resultado do exame toxicológico será decisivo para esclarecer se há ligação direta entre o óbito e o possível surto alimentar, além de orientar eventuais responsabilizações.
(*) Créditos: Diário do Sertão
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