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| Foto: Créditos / Freepik. |
Entra em vigor nesta terça-feira (17) a Lei 15.211, conhecida como ECA Digital. O objetivo é enfrentar a "adultização" precoce e garantir um ambiente virtual seguro para menores de 18 anos, impondo responsabilidades diretas às empresas de tecnologia. As informações são da Agência Senado.
O que muda para as plataformas de tecnologia?
As empresas agora são obrigadas a seguir normas rígidas de segurança e monitoramento:
- Remoção imediata: Conteúdos de abuso sexual, automutilação, incitação à violência, drogas e jogos de azar devem ser retirados do ar assim que identificados.
- Notificação compulsória: Casos graves (como exploração e sequestro) devem ser reportados imediatamente às autoridades brasileiras e internacionais.
- Verificação de idade real: Não basta mais apenas clicar em "tenho 18 anos". As plataformas devem usar mecanismos confiáveis de verificação a cada acesso.
- Fim das "Loot Boxes" Estão proibidas as caixas de recompensa em jogos eletrônicos que possam gerar comportamento compulsivo.
Supervisão parental e controle dos pais
Para jovens de até 16 anos, as contas devem ser obrigatoriamente vinculadas a um responsável. As empresas devem oferecer ferramentas fáceis para que os pais possam:
- Bloquear conversas com adultos não autorizados.
- Limitar o tempo de uso e recursos viciantes.
- Restringir o compartilhamento de localização (GPS).
Fiscalização e punições pesadas
Foi criada uma autoridade administrativa autônoma para fiscalizar o cumprimento da lei. As empresas que desrespeitarem as regras estão sujeitas a:
- Multas de até 10% do faturamento (limitadas a R$ 50 milhões).
- Suspensão temporária ou proibição das atividades no Brasil.
- Responsabilidade solidária para filiais brasileiras de empresas estrangeiras.
Contexto da lei
De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto ganhou força após denúncias de exploração infantil em plataformas digitais (como as reveladas pelo influenciador Felca). Embora tenha gerado debates sobre a regulação das redes, o texto final foca em devolver aos pais o controle sobre a vida digital dos filhos e obrigar as "Big Techs" a higienizarem seus ambientes virtuais.

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