Saiba identificar: fissuras, infiltrações e riscos ocultos em apartamentos podem causar transtornos e até desabamentos


A rotina de cuidados e manutenção de um imóvel requer atenção aos detalhes: fissuras, trincas e infiltrações, ainda que discretas, podem ser sinais de alerta de que o local precisa de uma avaliação minuciosa. Se não tratados, esses indícios podem causar a perda de móveis, além de representar risco à segurança dos moradores e até impacto na saúde.


O alerta é do engenheiro civil e especialista em engenharia diagnóstica Mateus Costa, que ressalta que, se não investigados e tratados, os problemas podem deteriorar ainda mais o imóvel, afetar sua funcionalidade e gerar um colapso parcial ou total da estrutura. “Nenhum sinal pode ser ignorado. A infiltração, por exemplo, degrada a estrutura e pode gerar o enfraquecimento das sustentações do prédio”, aponta.


A “saúde” do imóvel e seus sinais de alerta ganharam repercussão no começo do ano, em João Pessoa, quando um apartamento desmoronou e levou o prédio à interdição, no bairro do Bessa. De acordo com o engenheiro, construções antigas são ainda mais suscetíveis a problemas estruturais devido ao desgaste natural dos materiais e à falta de manutenção preventiva ao longo dos anos. “A idade do imóvel, por si só, não determina risco, mas exige atenção redobrada, com inspeções periódicas e avaliação especializada diante de qualquer sinal incomum”, detalha.


Sinais de alerta – Fissuras que aumentam com o tempo, além de infiltrações próximas a áreas estruturais, como vigas e pilares, são pontos que devem chamar a atenção do morador e levá-lo a buscar a avaliação de um profissional habilitado. “Quanto mais cedo houver a análise técnica, menores tendem a ser os riscos e os custos de reparo”, explica.


Na avaliação, os indícios são classificados com base em critérios que determinam o nível de gravidade. “É preciso observar o sintoma como um todo: se a fissura é horizontal, vertical ou inclinada; se apresenta profundidade ou se é apenas superficial”, detalha.


(*) Ascom

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem