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Mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse total, cerca de 70% dos casos são provocados pelo Alzheimer. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença, número que pode chegar a 5,7 milhões até 2050.
Embora a perda de memória seja o sintoma mais associado ao Alzheimer, os primeiros sinais nem sempre começam pelo esquecimento. Segundo a neuropsicóloga da Hapvida, Jessyca Cesar, alterações sutis podem surgir antes e, muitas vezes, são confundidas com características do envelhecimento.
“Nem sempre começa com o esquecimento. Dificuldade para realizar tarefas habituais, planejar ou resolver problemas já pode ser um alerta. É comum também haver confusão em relação ao tempo e ao espaço, com perda da noção de datas e da passagem do tempo. Alterações na linguagem, como interromper frases ou trocar nomes de objetos, além de mudanças no julgamento, no comportamento e no humor, também merecem atenção”, explica.
A especialista também aponta que decisões inadequadas, negligência com a higiene, isolamento social, desconfiança excessiva, sintomas de depressão ou ansiedade podem fazer parte do quadro inicial. Por isso, é importante observar o conjunto de mudanças.
A recomendação é procurar ajuda especializada quando lapsos de memória ou alterações cognitivas e comportamentais passam a interferir na rotina e na independência do indivíduo. “Não se trata apenas da frequência dos esquecimentos, mas do impacto deles na vida diária. Se o comportamento deixa de ser o padrão da pessoa ou se familiares percebem mudanças que ela própria não reconhece, é hora de investigar”, orienta.
Diagnóstico precoce e prevenção – O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode fazer diferença no controle da doença. De acordo com a neuropsicóloga, a identificação precoce aumenta a possibilidade de retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida através de tratamentos. Também permite que a pessoa organize questões financeiras, legais e de cuidados futuros enquanto ainda tem autonomia para decidir.
A neuropsicóloga comenta que é possível reduzir riscos através da adoção de hábitos de vida saudáveis que promovem a saúde cerebral. “A prática regular de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos, contribui para a oxigenação do cérebro e estimula a formação de novas conexões neurais. Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool é essencial, já que ambos estão associados ao aumento do risco para a doença. Uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas, peixes, azeite de oliva e grãos integrais, também é indicada. E manter o cérebro ativo, por meio da leitura, aprendizado de novas habilidades, jogos de estratégia e resolução de problemas, ajuda a fortalecer as conexões neurais”, destaca.
Sono de qualidade, convívio social e a manutenção de vínculos afetivos também exercem papel na prevenção da doença. Além desses cuidados, Jessyca alerta que o controle de doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e colesterol alto, é outro fator determinante, já que a saúde do coração está diretamente relacionada à saúde do cérebro.
(*) Ascom
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