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Com a chegada do verão e o aumento do tempo ao ar livre, deve crescer também a atenção com a saúde. O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil e representa cerca de 30% de todos os diagnósticos de neoplasias no país. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 220 mil novos casos por ano de câncer de pele não melanoma, além de aproximadamente 9 mil novos casos anuais de melanoma, forma menos comum, porém mais agressiva da doença.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 65% dos casos estão associados à exposição aos raios ultravioleta, emitidos principalmente pelo sol. A dermatologista da Hapvida, Linácia Freitas, explica que o verão é um período que exige atenção especial devido à maior exposição à radiação solar. “Nessa época do ano, há um aumento significativo da exposição aos raios UVA e UVB, que são os principais fatores de risco para o câncer de pele”, destaca.
Segundo a especialista, o acúmulo de alguns fatores contribuem para o surgimento da doença, como a exposição prolongada ao sol, principalmente em horários inadequados, que aumenta o risco de queimaduras solares, sendo ainda mais preocupantes quando ocorrem na infância e na adolescência. Além disso, o uso incorreto das medidas de proteção, como a falta de reaplicação do protetor solar, também contribui para o acúmulo de danos ao DNA das células da pele, elevando o risco tanto do câncer de pele não melanoma quanto do melanoma.
A dermatologista pontua que é importante observar a pele e procurar um especialista ao perceber qualquer alteração, como mudanças na cor, no tamanho ou no formato de sinais, lesões que coçam, sangram ou não cicatrizam, além do surgimento de feridas persistentes ou manchas diferentes das demais. Tais indícios não devem ser ignorados.
Prevenção – O uso do protetor solar é uma das principais formas de prevenção. De acordo com a dermatologista, o produto atua como uma barreira na pele, ajudando a absorver, refletir ou dispersar os raios ultravioleta, reduzindo o dano celular provocado pela exposição. Linácia ressalta que o uso regular e correto do produto está diretamente associado à redução do risco de câncer de pele. Além disso, o produto contribui para a prevenção de manchas, do envelhecimento precoce da pele e de queimaduras solares.
Para garantir a eficácia, é fundamental escolher o fator de proteção solar (FPS) adequado e respeitar a frequência correta de reaplicação. Segundo Linácia, para o uso diário, o ideal é optar por protetores com FPS mínimo de 30, sempre com proteção contra os raios UVA e UVB. Já em situações de exposição prolongada ao sol, como em praias, piscinas ou atividades ao ar livre, a recomendação é utilizar protetor solar com FPS 50 ou superior, associado a outras medidas de proteção. A especialista reforça que o produto deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre após entrar na água, suar excessivamente ou se secar com toalha.
Em relação aos diferentes tipos de protetor solar disponíveis no mercado, a dermatologista explica que todos podem oferecer proteção eficaz, desde que tenham FPS adequado, proteção contra os raios UVA e UVB e sejam aplicados corretamente. As diferenças estão principalmente na textura e na forma de uso. Protetores em creme ou loção são mais indicados para peles secas; os em gel, para peles oleosas; os em spray exigem atenção redobrada quanto à quantidade aplicada; já o protetor em bastão é uma boa opção para áreas menores e para reaplicações localizadas ao longo do dia.
A especialista destaca ainda que, durante o dia, mesmo em ambientes fechados, o uso do protetor solar pode ser indicado, especialmente para pessoas com manchas, melasma ou que passaram por procedimentos dermatológicos, devido à exposição à radiação UVA e à luz visível, que atravessam janelas.
Linácia explica que a proteção da pele deve ser sempre combinada, e não baseada apenas no uso do protetor solar. Uma das primeiras orientações da médica é evitar a exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade – entre 10h e 16h. O uso de chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV também ajuda a reduzir os danos causados pelo sol, assim como buscar sombra sempre que possível. A especialista reforça ainda a importância da hidratação, que contribui para a saúde da pele, e da atenção redobrada com crianças e pessoas idosas, grupos mais sensíveis aos efeitos da radiação solar.
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