Coronavírus: especialista ensina como higienizar alimentos vindos de feiras e supermercados para evitar contaminação

Uma escovinha, água morna e sabão. Água com vinagre. Água com água sanitária. Na hora de higienizar frutas, legumes e verduras corretamente, muitas são as dúvidas que surgem, principalmente nesses tempos de combate ao coronavírus.  A nutricionista do Sistema Hapvida, Lilian Lopes, esclarece sobre a forma mais eficaz de manter os alimentos livre de contaminação. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que a contaminação pelo coronavírus pode ocorrer de duas formas: direta, quando há um contato com outra pessoa contaminada ou de forma indireta, quando há um contato com superfícies contaminadas. Assim, os alimentos só são fonte de transmissão do novo vírus se forem manuseados por alguém contaminado.

Por isso, Lilian Lopes esclarece que a primeira coisa ao fazer ao chegar em casa é descartar as sacolas que carregam os itens. “Isso porque não se sabe quem pegou, não sabe se quem precisou manusear anteriormente tossiu, espirrou. Quem garante que elas não estão contaminadas? Após o descarte das sacolas, o próximo passo é lavar as mãos com água e sabão tendo cuidado de não levar às mãos a boca, nariz, olhos e cabelos”, ressalta.

Folhas, legumes e verduras, que são itens que geralmente são consumidos crus, requerem uma atenção maior na higienização, por gerarem um risco maior de contaminação, segundo a nutricionista. “A orientação para higienização das folhas é iniciar pela separação das folhas e lavar em água corrente; as frutas e os legumes podem lavados com sabão líquido neutro. Em seguida, é recomendada a desinfecção por meio da utilização de água sanitária diluindo uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água e deixar os alimentos por cerca de 10 minutos na solução. Em seguida é lavar os alimentos novamente em água corrente e está pronto para ser armazenado e consumido posteriormente”, assegura.

Nesse caso, ela ressalta que é importante dar preferência a água sanitária sem odor e com percentual do princípio de cloro ativo da água sanitária que deve ser de 2% a 2,5% para que haja uma ação de modo a matar o vírus.

Embalagens – Já em relação aos produtos alimentícios industrializados ou que são acondicionados em embalagens, a exemplo de biscoito, leite, pão, etc., a especialista diz que o caminho é pensar inicialmente se é possível descartar a embalagem e fazer o armazenamento em potes que se tem em casa. Caso não seja possível, como é o caso do leite líquido, por exemplo, o indicado é lavar a caixa ou o pacote com água e sabão neutro e usar álcool em gel ou álcool 70% comum em todo item de embalagem que vem dos supermercados.

Com relação aos produtos como carnes, peixes e aves, a nutricionista destaca que o ideal é fazer a remoção da embalagem em um espaço diferente do qual esse alimento será manuseado. “Como estes são alimentos que irão ao fogo o mais importante é descartar a embalagem que vem do supermercado e armazená-los nas embalagens de casa. São alimentos que não precisam passar por processo de limpeza e desinfecção previamente. O cuidado é de lavar as mãos após o contato com as embalagens mesmo”, orienta.

Alimentos de Delivery – Para quem consome alimentos de fast-food ou delivery, a nutricionista do Sistema Hapvida, Lilian Lopes, afirma que o primeiro passo é buscar pedir em restaurantes que assegurem ambientes limpos, higienizados, adequados para venda de alimentos e que já se conheça, seguido isso a recomendação é descartar a embalagem – seja esta de papel, alumínio ou qual for o material – e lavar as mãos. “Dar preferência a alimentos que tenham passado por um processo de aquecimento (por volta de 50 a 60°C) é uma opção de segurança também para este momento”, assegura.

Para das recomendações anteriores, a especialista reforça que é importante os cuidados com a saúde por meio do consumo de bons alimentos. “Então é buscar alimentos ricos em vitaminas C, ômega 3, vitamida D e nos fortalecer no sentido de assegurar uma imunidade boa”, conclui. (*) Ascom Hapvida

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