Na 152ª posição entre 192 países, Brasil tem baixa representatividade feminina na política e Camila defende maior participação das mulheres

A deputada Camila Toscano: 'precisamos incentivar as mulheres para que estejam presentes nas eleições de outubro. Foto: Ascom. 
DESIGUALDADE - Uma pesquisa realizada pela Inter-Parliamentary Union mostra que o Brasil está na lanterna dos rankings de presença feminina no poder. Os dados mostram que o país está na 152ª posição na lista de 192 países que mede a representatividade feminina na Câmara dos Deputados e entre os cargos no Executivo, ocupa a 161ª posição na comparação entre 186 países, de acordo com o Projeto Mulheres Inspiradoras. Com base nisso, a deputada estadual e vice-presidente estadual do PSDB, Camila Toscano, defendeu uma maior participação das mulheres nas eleições de outubro.

“Precisamos incentivar as mulheres para que estejam presentes nas eleições de outubro. Temos que ocupar mais espaços de poder para garantirmos o aumento da nossa representatividade. O PSDB tem uma preocupação forte com essas questões e ao longo dos anos tem realizado seminários com mulheres que tenham interesse em participar das campanhas eleitorais. Quando saí candidata a deputada, por exemplo, participei de vários seminários do partido. Além disso, temos o PSDB Mulher que investe sempre na formação política das mulheres”, destacou Camila.

A deputada também fez um alerta sobre as candidaturas ‘laranjas’. Para Camila, é fundamental que as mulheres escolham partidos comprometidos em lançar e defender a presença feminina nas campanhas e nos espaços de poder.

“A mulher tem que pensar o partido que vai querer ser candidata porque não adianta ir para legendas que não valorizam a candidatura feminina e que aceita mulheres apenas para compor o percentual exigido pela Justiça Eleitoral. Precisamos ainda de uma fiscalização mais forte por parte da Justiça Eleitoral e também a conscientização da própria mulher para que não se deixe usar. Se perceber que o partido está querendo utilizá-la só como um número, como uma vaga, denuncie e busque uma outra legenda que realmente a valorize”, alertou a deputada.

Maioria do eleitorado – A pesquisa da Inter-Parliamentary Union mostra ainda que as mulheres são 52% do eleitorado brasileiro, mas quando se mede a presença nos cargos de poder, os números são bem menores. Elas são 15% dos deputados federais e dos senadores e 14% dos vereadores. No Executivo, apenas um estado é governado por uma mulher e 12% dos municípios.

Legislação – Desde 2009, a Lei Eleitoral obriga os partidos a destinar 30% das candidaturas para cada gênero, a fim de estimular candidaturas femininas. A cota já existia na legislação anterior, mas era apenas uma reserva. Na prática, muitos partidos deixavam essas vagas vazias.

A Lei dos Partidos, por sua vez, estabelece que 5% do Fundo Partidário precisa ser gasto com a “criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres”, sob comando da Secretaria da Mulher da legenda ou por instituto com personalidade jurídica própria presidido pela chefe da secretaria. (*) Secom-Pb
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