32% das mulheres não denunciam agressores por dependência financeira e Camila defende o empreendedorismo como solução

DIA DO TRABALHO Pesquisa realizada pela Data Senado mostra que 32% das mulheres em situação de violência doméstica não denunciam porque dependem financeiramente do agressor. Para romper o vínculo da dependência econômica e transformar a realidade de muitas mulheres, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB), defendeu nesta quarta-feira (1), Dia do Trabalho, mais investimentos e formulação de políticas públicas na área do empreendedorismo.

“Sabemos que muitos agressores tentam impedir a mulher de sair de casa para trabalhar ou estudar e uma das formas de garantir a independência feminina é o investimento em políticas públicas voltadas ao empreendedorismo. É preciso que as mulheres aprendam profissões que possam garantir o seu sustento e assim, se livrar dos agressores”, destacou a deputada.

Camila destacou ainda que dados do Sebrae identificaram que as mulheres já correspondem hoje a 51% dos empreendedores iniciais. E as empresas chefiadas por elas estão concentradas principalmente em quatro áreas de atuação: restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiros (13%) e comércio de cosméticos (9%). A maior parte trabalha dentro de casa (35%). “Essa seria a solução para muitas mulheres vítimas de violência”, afirmou.

Crescimento - Em cinco anos, mais que dobrou o número de mulheres Microempreendedoras Individuais (MEI) no Brasil. O número de formalizadas que trabalhavam por conta própria saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões, em 2018, um aumento de 124%. É o que mostra um levantamento do Sebrae Minas, com base em dados do Portal do Empreendedor. De acordo com os dados da Receita Federal, até fevereiro deste ano, dos 6.389.621 MEI no país, 48% eram mulheres.

Assessoria
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