Hipertensão atinge um a cada quatro paraibanos e mudança no estilo de vida é chave para prevenir doença

Médico cardiologista Antônio Francisco (Hapvida). 
SAÚDEAproximadamente um a cada quatro paraibanos tem hipertensão, fator de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares e causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma patologia que se caracteriza pela elevação dos níveis pressóricos de forma sustentada, ou seja, é quando os vasos por onde circulam o sangue no corpo humano se contraem.

Nesta sexta-feira (26) é celebrado o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão. O médico cardiologista do Hapvida em João Pessoa Antônio Francisco da Cruz Neto afirma que o melhor tratamento e forma de combater a doença está diretamente ligado à mudança no estilo de vida, por meio da prática de hábitos saudáveis. “Controle da dieta, do peso, prática de exercícios físicos regulares e avaliação cardiológica periódica são os primeiros passos para combater essa doença que atinge milhares de brasileiros”, orienta.

Para os indivíduos que já foram diagnosticados com a doença, o cardiologista alerta que também são necessárias mudanças no estilo de vida e cuidados redobrados com a saúde. “É essencial a redução da ingestão de sódio, a redução ou eliminação do consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, controle do estresse e da ansiedade. Quando somente essas medidas não forem suficientes para o controle, faz-se necessário o uso de medicação anti-hipertensiva de forma associada”, explica Antônio Francisco.

Assim como qualquer outra patologia a hipertensão deve ser diagnosticada cedo para que o indivíduo possa manter o controle e evitar futuras complicações de saúde. A identificação da doença se dá por meio da aferição da pressão arterial no consultório médico em pelo menos duas consultas ou quando esta se apresenta muito elevada já na primeira avaliação. “Outras maneiras de se fazer o diagnóstico é através de medidas seriadas da pressão arterial em domicílio, com o MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) ou MRPA (monitorização residencial da pressão arterial)”, acrescenta.

O cardiologista alerta ainda que é preciso seguir corretamente as orientações passadas pelo médico. “Tomar a medicação diariamente e mudar o estilo de vida são essenciais para o controle da doença. Por se tratar de uma patologia assintomática muitos não seguem corretamente o tratamento ou o abandonam”.

Sintomas – A pressão alta é uma doença assintomática. São raros os casos que com níveis pressóricos muito elevados e de forma abrupta que o paciente pode apresentar sintomas, como dor torácica, dores de cabeça e alterações visuais. “Em casos como estes trata-se de uma urgência e o indivíduo deve ser encaminhado para atendimento médico-hospitalar”, alerta Antonio Francisco.

Dados– Conforme estimativa do Ministério da Saúde, baseado no Pacto pela Saúde, em torno de 22,4% da população acima de 18 anos do Estado é hipertensa. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2018, 1.167 pessoas morreram com hipertensão. Já em 2019, foram 244 mortes do início do ano até o fim de março. Em 2017, 1176 pessoas morreram em decorrência da doença e no ano anterior foram 1329 mortes.

A hipertensão é a principal causa do infarto e de outras doenças do coração – as que mais matam no Brasil. Cerca de 300 milhões de pessoas morrem por ano dessas doenças. A hipertensão é a causa de 60% dos infartos e 80% dos AVCs (acidente vascular cerebral), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Além da hipertensão, os outros fatores de risco das cardiopatias são o colesterol alto e o diabetes. De acordo com a SBC, 94% das pessoas que sofrem de hipertensão não têm a doença controlada.

Assessoria

Compartilhe no Google Plus
    Faça seu comentario pelo Gmail
    Faça seu comentario pelo Facebook

0 comentários:

Postar um comentário