Foto: Divulgação / CNBB.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota oficial de esclarecimento nesta segunda-feira (28) para negar qualquer envolvimento na produção, autorização ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral e a Nossa Senhora Aparecida.
A manifestação da entidade ocorreu após o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, durante atos de campanha, que "gente de dentro da CNBB" teria auxiliado adversários políticos a propagar um boato de que ele retiraria o título de padroeira do Brasil da santa caso fosse eleito.
Principais pontos da nota da CNBB
- Negação de autoria ou apoio a fake news: A instituição declarou categoricamente que não produziu, autorizou ou participou da elaboração de conteúdos falsos sobre o tema ou sobre os candidatos.
- Repúdio à desinformação: A Conferência reforçou que "a mentira não se combate com outra mentira" e que atribuir à entidade o papel de disseminar boatos sem provas atinge injustamente a instituição.
- Neutralidade político-partidária: A CNBB reiterou que não integra nenhuma estrutura partidária e que suas posições seguem exclusivamente princípios pastorais, a defesa da dignidade humana, o bem comum e a democracia.
Repercussão do posicionamento
- Reação da campanha: O candidato Flávio Bolsonaro elogiou o posicionamento da instituição, classificando o texto como esclarecedor por atestar que a acusação de que a santa perderia o título era uma informação falsa.
- Esclarecimento histórico: Especialistas e a própria repercussão do caso lembraram que o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil é oficial — consagrado por decreto do Papa Pio XI em 1930 — e não há qualquer movimento ou projeto válido em curso para alterá-lo.
Existe PL, de 2007, em desfavor da Santa, mas foi arquivado em 2008
O Projeto de Lei 2.623/2007, de autoria do então deputado federal Professor Victório Galli (na época no PMDB/MDB-MT), que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira oficial do Brasil, foi rejeitado e arquivado definitivamente em 22 de agosto de 2008. O texto de 2007 sugeria trocar a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e alterar o feriado de 12 de outubro. Nesta época, Flávio Bolsonaro não era legislador federal, e sim, deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro.
Nota de esclarecimento da CNBB

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