Duas pesquisas, 15 dias e números opostos: afinal, qual é a verdadeira? – Por Crisanto Netto


O TRE da Paraíba precisa estar atento às pesquisas deste ano, e não digo isso crucificando apenas uma instituição, mas todas. Não pode haver tamanha discrepância de um instituto para outro em um intervalo tão curto de tempo. O instituto SETA realizou seu último levantamento entre os dias 26 e 28 de fevereiro, ouvindo 1.500 eleitores paraibanos, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.


Já o instituto Veritá divulgou ontem (08) sua pesquisa para governador e senador na Paraíba, realizada entre os dias 13 e 19 de março, ou seja, uma diferença média de apenas 15 dias entre os levantamentos.


O que chama atenção é a discrepância dos números entre elas: enquanto o SETA aponta Cícero Lucena (MDB) com 30,8%, Lucas Ribeiro (PP) com 25,1% e Efraim Filho (PL) com 18,5%, o Veritá apresenta um cenário bem diferente, com Lucas Ribeiro liderando com 40,2%, seguido por Efraim Filho com 28,9% e Cícero Lucena com 27,3%. Diferenças tão expressivas em um curto espaço de tempo levantam questionamentos que não podem ser ignorados.


Não se sabe exatamente qual medida deve ser tomada, mas é evidente que os critérios adotados pelo TRE precisam evoluir. Não é razoável haver tamanha diferença entre levantamentos com margens de erro tão pequenas. Como pesquisas com intervalos técnicos tão semelhantes podem apresentar resultados tão distintos? Qual delas reflete melhor a realidade? E mais, até que ponto isso pode interferir diretamente na decisão do eleitor? São dúvidas legítimas, inclusive deste que vos escreve, e que precisam entrar no debate público com mais seriedade.





(*) Fonte/Créditos: Crisanto Netto / Fonte83

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