Janeiro Branco: Depressão afeta 13% das pessoas idosas; sintomas sutis dificultam diagnóstico precoce

Foto: Freepik. 

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13% da população entre 60 e 64 anos apresenta diagnóstico de depressão. No entanto, o problema nessa faixa etária tende a se manifestar de forma mais silenciosa, sendo muitas vezes confundido com mudanças consideradas naturais do processo de envelhecimento.


Nesse Janeiro Branco, o psicólogo da Hapvida, Marcos Sueudy, chama atenção para algumas particularidades. “A depressão em idosos pode surgir de maneira mais sutil, por meio do isolamento, do desânimo, da perda de interesse pelas atividades cotidianas e de alterações no sono e no apetite. Nem sempre há a verbalização da tristeza; em muitos casos, o que se observa é apatia, afastamento social e alterações cognitivas”, explica.


Segundo o especialista, sintomas como fadiga, esquecimento, lentidão e retraimento social costumam ser interpretados como características normais da idade, o que contribui para o atraso do diagnóstico e do início do tratamento. Marcos pontua que familiares e pessoas próximas desempenham papel fundamental na identificação precoce dos sinais depressivos.


Prevenção – Sobre os fatores que podem desencadear a depressão na terceira idade, o especialista ressalta que não há uma única causa. Entre os principais gatilhos, estão o luto, a aposentadoria, a solidão, as doenças crônicas, a perda de autonomia e as mudanças no papel social, situações frequentes nessa fase da vida.


Marcos reforça que o apoio familiar e social contínuo é importante tanto para a prevenção, quanto para o tratamento. A prática de hobbies, a realização de atividades físicas, uma alimentação equilibrada e o estímulo à convivência social são fatores que, de acordo com o psicólogo, também contribuem para o fortalecimento da saúde mental.


“É fundamental que a pessoa mantenha vínculos sociais, tenha uma rotina ativa e cultive atividades com sentido. A escuta acolhedora e o acompanhamento da saúde física e emocional fazem toda a diferença”, ressalta o psicólogo. (*) Ascom

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