Cagepa recebe autorização para reajuste de 8,34% na água e esgoto e deputado destaca acumulado de imposto de 122,3%

 “É uma vergonha aplicar um reajuste quando muitos paraibanos estão sem água e enfrentam momentos difíceis ainda por conta da pandemia", acrescenta Tovar. 

O deputado estadual Tovar C. Lima. Foto: Ascom. 
Os paraibanos começam o ano com mais uma notícia de reajuste tarifário, dessa vez pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A Agência Reguladora do Estado da Paraíba aprovou a proposta da Companhia para reajustar em 8,34% as tarifas de água e esgotos. Com isso, a tarifa nessa faixa de consumo, que representa 68% dos clientes residenciais atendidos pelo órgão, deve sair dos R$ 40,64 atuais para R$ 44,05. 

Tovar lembrou que aumento de tarifas é uma marca registrada da atual gestão, que foi iniciada na Paraíba com o ex-governador Ricardo Coutinho. Em 2011 o aumento foi de 16,93%, em 2012 de 7,69%, 8,67% em 2013, 9,99% em 2014, 22,61% em 2015, em 2016 um aumento de 21,60%, outro reajuste em maio de 2018 de 2,90%, em 2019 de 4%, em 2021 de 7,19% e agora de 8,34%. O acumulado nesses anos é de 122,3%. 

 “É uma vergonha aplicar um reajuste quando muitos paraibanos estão sem água e enfrentam momentos difíceis ainda por conta da pandemia. Uma parte considerável dos paraibanos não tem água na torneira. Diversos municípios do Brejo, Cariri e Sertão estão sem água. Além disso, aumentos de impostos e tarifas já chegam a 22,3% desde 2011”, disse o deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB). 

A Agência reguladora também aprovou uma nova tabela de serviços e multas cobradas pela Cagepa. Como justificativa, o órgão diz que o aumento acompanha, também, os reajustes sobre a conta de energia elétrica, que é um dos principais insumos para a produção e distribuição de água e coleta de esgotos no Estado. 

Na Cagepa também foi reajustado o imposto sobre os serviços executados. Em 2013 o imposto foi reajustado em 8,67%, passando para 10,47% em 2015 e em 2017 a 7,87% e depois a 10,47%. 

“Nós, enquanto Parlamento, precisamos tomar atitudes concretas para garantir a proteção dos consumidores e trabalhadores brasileiros que já se encontram afetados pela consequente recessão, redução drástica dos empregos e circulação de bens e serviços. Desta forma, não nos parece oportuno o reajuste, principalmente em um momento tão delicado como o que estamos vivenciando, com inúmeros desempregados e recessão econômica alarmante”, destacou Tovar. 

Para o deputado, o novo aumento proposto pela Cagepa gera uma enorme insegurança para a população paraibana, até porque a empresa é a que tem mais reclamações no Procon por falhas na prestação de serviços em todo o estado. 

“Não tivemos nenhuma ação concreta do Governo do Estado para ajudar as pessoas nesse período tão difícil. Vemos apenas uma falta de sensibilidade de aumentar a tarifa de um serviço essencial como a água. A Cagepa tem como marca super salários e grandes devedores e isso precisa ser observado. Ao invés de aumento para a população, a empresa deveria realizar uma auditoria interna e cortar na própria carne”, disse Tovar. (*) Assessoria

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