Surdez atinge 10 milhões de brasileiros e especialista aponta sinais que indicam problema

A otorrinolaringologista Angèlica Souza explica o que é surdez e como detectar. Foto: Hapvida / Edição: Plugados. 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a surdez é considerada um dos problemas mais comum e, no Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas apresentam a deficiência. Nesta terça-feira (10), Dia Nacional da Surdez, a otorrinolaringologista do Hapvida, Angélica Souza Ferreira, explica o que é a surdez e como detectar o problema. “Trata-se da perda da capacidade de perceber sons ambientes, normalmente falamos surdez com o paciente que não apresenta nenhum tipo de percepção de sons, mesmo aqueles de alta intensidade”, esclarece. 

A especialista afirma que há perdas auditivas severas e profundas, que são vistas em exame de audiometria e podem ser consideradas como surdez. Ela ressalta também que a deficiência apresenta várias causas, entre elas, a genética e as externas. “Pode ser genética (congênita), já presente ao nascimento e pode se desenvolver por doenças do ouvido, virais como a rubéola, o citomegalovírus, a caxumba, a meningite, por exemplo. Mas pode ser causada por fatores como exposição a drogas, medicamentos e também, ruídos de músicas, como jovens que usam fones de ouvido por horas, no trabalho, em festas, shows, entre outros”, informa. 

Angélica Souza Ferreira explica que os sinais de surdez se diferenciam de acordo com a faixa etária do indivíduo. “Em bebês, são a falta do balbucio, a falta de percepção com sons altos, como caminhão, carros, portas batendo, os atrasos na fala; nas crianças, pedir para repetir muitas vezes o que é dito, crianças que falam muito alto, crianças que tem baixo desempenho escolar, são sinais; em adultos, normalmente eles mesmo percebem que entendem errado o que é dito, tem dificuldade de entender sons em ambientes com muito ruído, passam a ouvir a TV com volume muito alto”, elenca. 

Apesar de os sinais serem variados, uma coisa é comum independente da idade: o diagnóstico precoce. Nesse sentido, a otorrinolaringologista reforça que o diagnóstico precoce, feito antes dos seis meses de vida é ideal e muda a história da criança. “Hoje com a tecnologia dos implantes cocleares a criança pode ter uma audição normal, adquirir linguagem, ter uma vida social e escolar sem prejuízos e, consequentemente, será um adulto com audição”, pondera. 

Angélica Souza Ferreira chama à atenção para os pais. “Se houver falha no teste da orelhinha, que é realizado logo após o nascimento da criança, deve-se procurar ajuda de um otorrinolaringologista para avaliação. Ainda que o exame dê normal, mas existam pessoas com deficiências auditivas na família, também deve passar por uma consulta. Caso perceba que o filho não esta desenvolvendo a linguagem a partir de dois anos, ou ouve a TV alta, pede para repetir as informações muitas vezes, isso também pode estar relacionado com perda auditiva”, alerta. 

Para os adultos o alerta surge no sentido de evitar uso excessivo de fones de ouvido, ambientes com ruído de alta intensidade sem a devida proteção, automedicação e caso haja qualquer dúvida com relação à audição, sempre buscar ajuda profissional. (*) Ascom Hapvida

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