Associação de Mídia Digital da PB repudia fala de Roberto Cavalcanti: “equivocada e intolerante”

Dono do Sistema Correio de Comunicação sugeriu 'apedrejar' jornalistas que anunciam morte por covid-19. 
Logo da AMIDI. Foto: Divulgação. 
A AMIDI – Associação de Mídia Digital da Paraíba através de nota, nesta sexta-feira (15), repudiou as declarações do ex-senador e dono do Sistema Correio de Comunicação, Roberto Cavalcanti, que durante a sua participação em programa de rádio de uma de suas emissoras, nessa quinta-feira (14) –, criticou a cobertura de jornalistas e radialistas, quanto a cobertura do novo coronavírus. Cavalcanti teria dito que tais profissionais de imprensa que divulgam morte pela Covid-19, "como se fosse um gol", deveriam ser apedrejados. A AMIDI retrucou avaliando ter sido a manifestação do empresário, equivocada, intolerante e inoportuna.

"Não consta nenhum exemplo de algum jornalista profissional que tenha festejado as tristes estatísticas de vidas perdidas, nem muito menos aplaudido as consequências econômicas amargadas por todas as camadas do mercado. ", diz um dos trechos da publicação da associação..

Veja na íntegra

Nota

A Associação da Mídia Digital – AMIDI – expressa profunda reprovação contra a manifestação equivocada, intolerante e inoportuna do empresário Roberto Cavalcanti, durante participação em programa de rádio pertencente ao seu grupo em João Pessoa.

Ao criticar a cobertura jornalística de “determinadas emissoras”, em que supostamente se comemora mortes como gols, Cavalcanti não cita nomes e se vale de generalização vazia para lançar uma lamentável expressão de incitação à violência contra jornalistas que informam a Paraíba e o Brasil sobre números e dados oficiais.

Não consta nenhum exemplo de algum jornalista profissional que tenha festejado as tristes estatísticas de vidas perdidas, nem muito menos aplaudido as consequências econômicas amargadas por todas as camadas do mercado, incluindo a comunicação, com demissão e erradicação de postos de trabalho, como ironicamente vivem na pele profissionais do próprio Jornal Correio da Paraíba, fechado recentemente.

De um líder de um grupo de comunicação e testemunha ocular das agruras, pressões, incompreensões e dores diárias vividas por jornalistas para o cumprimento do exercício profissional, espera-se o reconhecimento da infelicidade da abordagem e da constrangedora injustiça com aqueles que ao seu lado trabalham para construir audiência, credibilidade, faturamentos, empregos e lucros.

As únicas pedras que devem ser erguidas nesse momento tão grave que atravessamos são as que solidificam a informação e os meios profissionais de comunicação como alicerce inabalável de uma sociedade esclarecida, democrática, humana e civilizada. O contrário desses valores é pecado que não lavaremos as mãos.

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