MP e entidades elegem quatro ações em agenda de mobilização da campanha "Outubro Rosa" 2019, na PB

A Campanha Outubro Rosa, realizada pelo ONG Amigos do Peito, em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Federal (MPF) e entidades da sociedade, foi lançada na manhã desta segunda-feira (23/09), em João Pessoa. Além das atividades de conscientização sobre a prevenção e tratamento do câncer de mama, a agenda de mobilização inclui: a divulgação dos serviços de realização de mamografias pelos parceiros, a sensibilização dos médicos para requisitar os exames de rastreamento do câncer de mama, a verificação da qualidade das imagens e laudos dos serviços e a averiguação do cumprimento do compromisso de acompanhar mulheres com lesões suspeitas.

O evento, que aconteceu no auditório do MPPB, na Capital, contou com a participação do procurador de Justiça, Valberto Lira, que é coordenador dos núcleos de Políticas Públicas e de Gênero do MPPB; da promotora de Justiça da Saúde de João Pessoa, Jovana Tabosa; da promotora de Justiça da Mulher, na Capital, Rosane Araújo; do procurador da República (MPF), Guilherme Ferraz; das presidente e vice-presidente da ONG Amigos do Peito, Joana Barros e Eulina Ramalho; a presidente da Associação Médica da Paraíba, Débora Cavalcanti; da presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia/Regional Paraíba, Jeane Nogueira, e da presidente da Associação Fórum de Mulheres de Negócios da Paraíba, Melca Farias.

O procurador Valberto Lira destacou, em sua fala, que o MP mesmo não sendo executor de políticas públicas é indutor delas, e as parcerias têm sido importantes nesse sentido. “Por isso quero concluir com uma expressão muito usada e que sempre repito: #tamojunto na luta contra o câncer”. Já a promotora Jovana Tabosa endossou a fala do colega, dizendo que atuar para que o serviço público melhore é um mister do MP. “Não é um ônus, mas um bônus. E nós sabemos que ainda há uma carência de divulgação de campanhas para conscientizar as mulheres sobre a importância da feitura dos exames, principalmente, da mamografia de rastreamento. Abraçamos essa causa, porque sabemos que o diagnóstico precoce no câncer de mama faz toda a diferença para a cura das mulheres”, lembrou.

A mastologista Débora Cavalcanti ressaltou que, apesar da visibilidade dada ao assunto, ainda há mulheres que só não conseguem obter o diagnóstico, como também não têm acesso ao tratamento adequado do câncer, mostrando que toda a mobilização em torno dessa causa é importante. Ela também lembrou que é considerada uma infração ética o ato do médico de não oferecer às pacientes o exame da mamografia, a partir dos 40 anos.

Divulgação, sensibilização e verificação
O procurador Guilherme Ferraz destacou que, apesar da caminhada profícua das entidades juntamente com o Ministério Público, a “Lei dos 60 dias” (Lei 12.732/2012) para o início do tratamento não tem sido cumprida como deveria. Ao final do evento, ele sugeriu que fossem pontuadas quatro ações como metas para a campanha. A primeira é divulgar para as mulheres os serviços para mamografia, que, em João Pessoa, são: Hospital Laureano, Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC), Hospital São Vicente e Hospital Universitário. Os serviços podem ser acessados diretamente pelas mulheres com mais de 40 anos.

Outra meta da campanha é a sensibilização dos médicos generalistas (da atenção básicas) e de outras especialidades para que ofereçam às mulheres e requisitem a mamografia anual. O grupo de trabalho criado no âmbito do MPPB para discutir a questão da mamografia tem reforçado que que ainda sobram mamografia e que não acredita que isso ocorra apenas porque as mulheres não queiram fazer o exame, cabendo um empenho dos profissionais médicos e dos gestores para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e dar acesso ao exame de boa qualidade.

A questão do exame de qualidade é o terceiro ponto que será enfocado durante a campanha este ano. O objetivo é criar uma comissão de especialistas em imagem para fazer uma verificação, por amostragem, da qualidade dos laudos e das imagens das mamografias realizadas nos serviços de saúde. A ONG Amigos do Peito tem relatos de exames com baixa qualidade que não mostram as lesões e ainda da interpretação errônea deles.

Por último, o MPPB e o MPF, juntamente com as entidades que fazem parte do GT que discute o assunto, vão cobrar dos gestores os resultados do acompanhamento das mulheres que foram identificadas com lesões suspeitas de câncer (se enquadram nas categorias 4 e 5). Segundo Ferraz, houve um compromisso dos gestores de saúde de fazer isso e a verificação do cumprimento será feita.

A ONG Amigos do Peito
A mastologista Joana Barros apresentou um histórico da ONG Amigos do Peito, que começou no ano 2000, foi oficializada em 2006 e, desde 2011, faz campanhas anuais na Paraíba dentro do movimento mundial Outubro Rosa. Ela falou dos projetos da ONG, entre eles o Chance, que realizou 170 biópsias em mulheres (dessas, 147 foram positivas para câncer), permitindo o diagnóstico e tratamento, um trabalho que deveria ser feito no serviço público.

Joana Barros disse que a ONG executa seus projetos através de doações da sociedade, principalmente da venda de camisas, e do trabalho de profissionais comprometidos com a causa. Ela agradeceu a parceria do Ministério Público e demais órgãos para a campanha. Além do MPPB e do MPF, são parceiros nessa campanha a Associação Fórum de Mulheres de Negócios da Paraíba, o Instituto Amor Em Mechas,Tarso Matos Assessoria e Fundação Cidade Viva. O tema deste ano é: “Eu carrego a Esperança no Peito”.

Fotos: Ernane Gomes

Fonte: Ascom MPPB

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