Homem que atacou e pediu “nudes” de senadora é condenado pela Justiça

Na época dos ataques cibernéticos, o acusado era servidor público do governo do estado e desrespeitou Daniella Ribeiro (PP) por meio da rede social Twitter. 
A senadora Daniella Ribeiro disse que se sente aliviada com a resolução do caso e fez um apelo para que situações dessa natureza não se propaguem. Foto: Rodrigo Nunes/Divulgação. 
Um homem que foi responsável pelos ataques cibernéticos contra a honra da senadora paraibana Daniella Ribeiro (PP), em setembro do ano passado, foi condenado pela Justiça a entregar cestas básicas a uma instituição de caridade da Paraíba por dois anos. A decisão aconteceu em uma audiência no Fórum Eleitoral de João Pessoa, na sexta-feira (19).

O autor dos ataques foi identificado como Ary Washington da Silva Júnior. Na época, ele era o responsável pelo perfil @comedia_zero que divulgou mensagens ofensivas contra a senadora durante o período eleitoral. O acusado era servidor do governo do estado e trabalhou na Empresa Paraibana de Turismo (PBTur).

Os ataques a Daniella Ribeiro aconteceram pela rede social Twitter no dia em que ela passaria por um debate com os candidatos a senadores do estado.

De acordo com o advogado da senadora, Diego Fabrício, isso serve de alerta para quem comete esse tipo de crime. “Esse caso serve de alerta para quem tenta se esconder atrás de perfis falsos com o intuito de atacar a honra e a imagem de terceiros. Esse caso é emblemático porque o autor foi identificado e devidamente responsabilizado pelos seus atos”, afirmou.

A senadora Daniella Ribeiro, por sua vez, disse que se sente aliviada com a resolução do caso e fez um apelo para que situações dessa natureza não se propaguem. “Infelizmente muitas pessoas com intenções duvidosas usam a internet para atacar, ofender, e até ameaçar. Aconteceu comigo e eu, de imediato, denunciei. Espero que todas as vítimas de crimes cibernéticos também denunciem para que os casos não fiquem impunes e não sirvam de incentivo”, declarou.

A proposta do pagamento de cestas básicas, chamada de transação penal, foi feita pelo Ministério Público, e aceita por Ary Washington. Isso evita a abertura de uma ação penal, o que significa dizer que ele não pode, em hipótese alguma, deixar de entregar as cestas básicas. A audiência foi conduzida pelo juiz eleitoral Sílvio José da Silva.

OP9

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