Deputado afirma que fusão da Emater, Interpa e Emepa representa desmonte do setor agropecuário paraibano

Tovar Correia Lima (PSDB) se posicionou contrário a MP do governo da PB que funde estatais do setor agropecuário.
(Foto: Divulgação / Ascom / TCL)
MEDIDA PROVISÓRIAO deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) se posicionou, nesta segunda-feira (25), contrário a Medida Provisória 277 do Poder Executivo que funde as empresas Emater, Interpa e a Emepa, instituindo a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca. Para o deputado, a fusão representa o desmonte do setor agropecuário paraibano, pois os órgãos possuem atribuições distintas.

Tovar destacou que na justificativa o governo diz que haverá redução no quadro de pessoal e com o custeio, mas essa redução pode ser feita com gestão e organização. Segundo ele, não precisa extinguir as empresas que há décadas prestam relevantes serviços à Paraíba.

 “Esse processo é apenas uma continuidade do que foi iniciado no governo Ricardo Coutinho que começou a instituir o processo de sucateamento das empresas Emepa, Emater e Interpa. Essa fusão será prejudicial para o desenvolvimento da agropecuária paraibana, pois pode influenciar negativamente no processo de pesquisa que contribuiu muito com a Paraíba e com o País”, destacou Tovar

Tovar destacou que essa decisão coloca a Paraíba no caminho inverso do desenvolvimento social, cultural e econômico da produção agropecuária. A Emepa é uma empresa do setor agrícola da Paraíba que tem visibilidade e reconhecimento nacional e internacional.

O deputado disse ainda que a justificativa do Governo do Estado de economizar recursos financeiros não justifica o fim de um órgão como a Emepa, por exemplo. “A Emepa tem serviços importantes prestados ao Estado com o desenvolvimento de pesquisas, seminários, palestras e orientações aos agricultores. Isso não pode ser tratado pelo governo de qualquer forma. Esse processo tem que ser discutido com a população e com entidades. Não dá para chegar assim do nada e fazer uma fusão”, disse.


Assessoria 
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