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A Ética do Eleitor Pobre – por Professor Antônio Souza

ARTIGO - Uma das tantas célebres frases cuja autoria é atribuída ao famoso filósofo alemão Karl Marx é: “ Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência. ”

Todas as vezes no ano eleitoral em nosso país, vem aquela enxurrada de campanhas publicitárias de “ conscientização ”  por parte de ONGs (Organizações Nâo-Governamentais), da Igreja e de setores da grande mídia dirigidas aos eleitores mais humildes, menos escolarizados e, portanto, mais vulneráveis à sanha e à caça de votos dos tubarões da política local e nacional. 

Como temos visto nas últimas eleições, isto não tem surtido muito efeito, o resultado em relação ao volume tem sido desalentador. Razões e explicações para isto podemos ter algumas, mas, a que me parece mais palpável e mais segura é a relação umbilical que os pobres têm com os ricos, desde os tempos do Brasil colonial quando os poderosos eram chamados de    “ homens-bons ” .

Parece-me que para esta cantiga de NÃO VENDA O SEU VOTO; NÃO VENDA SUA CONSCIÊNCIA e blá-blá-blá entra por um ouvido e sai pelo outro. A grande maioria dos eleitores não está nem aí para saber ou se preocupar se o político X ou o político Y roubou ou deixou de roubar. Para eles o que importa é que ele é rico, poderoso e lhe dar um dinheiro para algumas dívidas vencidas, vincendas ou ajuda em algumas necessidades. Como os pobres, em geral, são muito honestos, acham mesmo que têm retribuir estes “ favores ”.

Eu sei que é muito duro e muito difícil ter que constatar e admitir este fato. Os mais “ éticos “ ficam chocados, porém, esquecem que o problema é cultural e educacional. Chega de falar que é preciso investir pesado na Educação dos brasileiros e fazê-lo de verdade. Tarefa esta para os que ainda têm o mínimo de consciência cidadã e ocupam postos de comando de destinação destes recursos, para que não sejam desviados e devidamente aplicados.

Também dói saber que neste período de LAVA JATO, quando o Brasil deve ser passado a limpo, as perspectivas, para quem acompanha de perto o desenrolar do processo eleitoral brasileiro, não são muito otimistas, ao contrário, a maioria destes políticos diariamente denunciados e julgados, deverá ser reeleita para mais um mandato e ganhar um salvo-conduto para continuar furtando e se apropriando do que é, em tese, público. Queira o meu bom Deus que eu esteja redondamente enganado. Veremos.

Tenho dito!

Antonio José de Souza
Professor, historiador e Bacharel em Direito

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