Dovizioso bate Rossi no fim em Silverstone, vence 4ª no ano e assume liderança da MotoGP com quebra de Márquez

Andrea Dovizioso (Foto: Michelin).  Andrea Dovizioso tinha mesmo razão ao mostrar confiança para o GP da Inglaterra. Depois de um fim de...

Andrea Dovizioso (Foto: Michelin). 
Andrea Dovizioso tinha mesmo razão ao mostrar confiança para o GP da Inglaterra. Depois de um fim de semana discreto, o #4 voltou a ser cirúrgico neste domingo (27) e assumiu a liderança com três giros para o fim para superar um até então dominante Valentino Rossi. Com o triunfo e o abandono de Marc Márquez por conta de uma quebra, o piloto da Ducati retomou a liderança do Mundial.

Largando em segundo, Rossi fez uma ótima largada e liderou a maior parte da corrida. Apesar do ritmo forte, o #46 não conseguiu escapar do pelotão. Com três giros para o fim, Andrea chegou no rival da Yamaha, tomou a ponta e escapou na frente.

Depois de perder a ponta para Dovizioso, Rossi viu as coisas ficarem ainda piores. Apesar de ter um pneu traseiro macio conta os duros da maioria dos rivais, Maverick Viñales conseguiu acompanhar o ritmo dos ponteiros e apareceu para tomar a segunda colocação do companheiro de Yamaha.

Sem conseguir reagir, Rossi recebeu a bandeirada em terceiro, 0s635 atrás de Viñales. Foi o quarto pódio do #46 ano.

Um momento decisivo da corrida, porém, aconteceu com Marc Márquez. Com sete voltas para o fim, a RC213V soltou fumaça pela pista e fez o espanhol registrar seu terceiro abandono no ano.

Cal Crutchlow fez uma corrida discreta e recebeu a bandeira em quarto, à frente de Jorge Lorenzo, que acabou isolado. Johann Zarco fecha a lista dos seis melhores.

Em um fim de semana difícil, Dani Pedrosa ficou apenas em sétimo, à frente de Scott Redding e Álex Rins. Álvaro Bautista foi o décimo.

Saiba como foi o GP da Grã-Bretanha de MotoGP:

Nem parece o Reino Unido! Em uma região onde a média de chuva nesta época do ano gira na casa dos 31%, o domingo amanheceu ensolarado e com condições melhores do que aquelas apresentadas na sexta-feira. Instantes antes da largada da MotoGP, os termômetros marcavam 23,9°C, com o asfalto chegando a 41,1°C, a maior temperatura do fim de semana.

Pela sexta vez no ano, Marc Márquez tinha a pole-position ― a quarta consecutiva ―, à frente de Valentino Rossi, que sai na primeira fila pela quinta vez na temporada. Cal Crutchlow era o terceiro, com Maverick Viñales, Jorge Lorenzo e Andrea Dovizioso formando a linha de trás.


Apesar das boas condições climáticas deste domingo, o dia não começou lá muito bem. Jonas Folger sofreu uma fortíssima queda no warm-up e passou um tempo no centro médico em observação. O piloto da Tech3 não sofreu lesões graves, mas foi vetado pelos médicos, já que tinha de passar por exames por conta de uma pancada na cabeça.

Quem não estava no auge da forma era Aleix Espargaró.O catalão tem um ligamento pinçado na região das costelas decorrente de um treino de kart e está sofrendo com dores e dificuldade para respirar. O #41 se sentiu melhor nesta manhã, mas sabe que vai ter dificuldades para completar as 20 voltas naquele que é um dos mais longos circuitos da temporada.

Assim como aconteceu nas demais etapas até aqui, os pilotos tinham de escolher entre os pneus macios, médios e duros. Ao contrário de Moto3 e Moto2, onde os pilotos todos fizeram a mesma escolha de pneus, na classe rainha as coisas foram mais misturas. 

Com a temperatura bastante elevada, a maioria optou por um par de pneus duros, mas Viñales fez uma oposta arriscada, calçando a traseira da M1 com uma borracha macia. A explicação na Yamaha era de que o espanhol se sentiu bem com o pneu branco e o desgaste não foi no warm-up desta manhã.

Na hora da largada, as 56.008 pessoas que estavam em Silverstone viram Rossi sair bem e tomar a ponta de Márquez. Crutchlow era terceiro, à frente de Viñales, Lorenzo e Dovizioso.

Viñales logo partiu para o ataque e passou Crutchlow pela terceira colocação com uma manobra por dentro.

Na ponta, Rossi logo abriu 0s4 de vantagem para Márquez, que tinha Viñales 0s3 atrás. Marc chegou a dar uma balançada com a RC213V, mas conseguiu se manter na moto.

Completada a primeira volta, o pelotão seguia bem unido, com Rossi 0s356 à frente de Márquez. Viñales e Crutchlow vinham na sequência, com Dovizioso passando Lorenzo pelo quinto lugar.

Depois de deixar Lorenzo pelo caminho, Dovizioso tomou a quarta colocação de Crutchlow, mas levou o troco pouco depois.

Impondo um ritmo bastante forte, Rossi abriu 0s9 de margem para Márquez, que foi atacado por Viñales ainda nos primeiros metros e caiu para terceiro. No instante em que pegou o segundo posto, Viñales tinha 1s2 de atraso para o companheiro de Yamaha.

Aliás, Rins também vinha em ritmo forte, com a melhor volta da corrida te então: 2min02s112. O espanhol era 11º.

Líder, Rossi ia forçando bem o ritmo, mas Viñales, que tinha um pneu macio na traseira, tentava apertar o passo para não deixar o companheiro de equipe escapar.

Na terceira volta da corrida, Rossi estabeleceu em 2min01s855 um novo recorde para Silverstone, tomando para si uma marca que estava em poder de Dani Pedrosa nos últimos quatro anos.

No quarto giro, Maverick também aumentou o passo e baixou de 1s a margem de Rossi, tomando para si o recorde da pista: 2min01s638. Márquez e Dovizioso, por sua vez, não vinham distantes, cerca de 0s2 atrás de Viñales e com a mesma diferença entre si. Crutchlow também seguia por perto, com apenas Lorenzo abrindo mais de 1s em relação ao pelotão.

Na volta seguinte, Rossi conseguiu controlar em 0s812 a diferença em relação a Viñales, que ainda era seguido de perto por Márquez, Dovizioso e Crutchlow.

Sem atacar Viñales, Márquez acabou ultrapassado por Dovizioso, que assumiu a terceira posição na sexta volta.

Firme e forte em seu ritmo, Rossi ia mantendo em 0s7/0s8 a vantagem para Viñales, que tinha Dovizioso bem pertinho, seguido por Márquez e Crutchlow.

Mais atrás, Rins tinha escalado até a nona colocação, 0s3 à frente de Redding. Companheiro de Suzuki, Iannone vinha em 11º.

Com 13 voltas para o fim, Rossi seguia sem conseguir escapar, mas Viñales tampouco ia assustando com sua aproximação. Dovizioso, Márquez e Crutchlow iam acompanhando o pelotão.

Na volta seguinte, a margem de Rossi baixou para 0s5, já que ele foi ligeiramente mais lento que Viñales. Mais atrás, Zarco remou até chegar em Pedrosa e assumiu o sétimo posto, 0s7 atrás de Lorenzo, o sexto.

Na décima das 20 voltas da corrida, a margem de Rossi subiu de novo, chegando a 0s6. O italiano vinha fazendo uma corrida perfeita naquele que é seu 300º GP na classe rainha do Mundial.

No décimo giro, aliás, Márquez conseguiu passar Dovizioso para recuperar o terceiro posto, mas o troco veio quase que imediato. O #93 tinha registrado um novo recorde para a volta em 2min01s560.

Pressionado, Dovizioso atacou Viñales, mas não conseguiu manter a posição, já que o #25 respondeu imediatamente. As coisas esquentariam daqui para frente.

Nos boxes, as equipes estavam preocupadas com o consumo de combustível.

Aproveitando o duelo entre Dovizioso e Viñales, Rossi voltou a abrir 0s8. Os dois tinham feito outras duas trocas de pontuação, mas era Maverick quem vinha na frente.

Na 12ª volta, Dovizioso voltou a passar Viñales e, desta vez, fez a ultrapassagem ‘firmar’. Neste ponto, o italiano tinha 0s8 de atraso para o #46.

Com Dovizioso encarregado do ataque ao líder, a vantagem de Rossi voltou a baixar para 0s5. Terceiro, Márquez também ia no passo do líder.

Com oito giros para o fim, Viñales já ia mais lento que os ponteiros e tinha cedido 0s5 de margem para Márquez. O espanhol era o único do grupo com um pneu macio traseiro.

Na volta seguinte, Márquez viu o impensável acontecer. O a RC213V quebrou e deixou o líder do Mundial a pé. A briga pelo título esquentava de vez.

Enquanto isso, Dovizioso seguia recortando a vantagem de Rossi, que já estava em menos de 0s2. O italiano da Ducati tinha acabado de assumir a liderança do Mundial.

Após a quebra de Márquez, a vantagem de Rossi voltou a aumentar discretamente, com o piloto da Yamaha um pouco mais rápido. Terceiro, Viñales ia chegando em Andrea de novo, trazendo Crutchlow junto.

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