Missão da NASA que "tocará o Sol" faz homenagem a astrofísico lendário

Projeto da NASA que investigará o Sol é batizado com o nome de Eugene Parker, astrofísico responsável pelos primeiros estudos sobre ventos s...

Projeto da NASA que investigará o Sol é batizado com o nome de Eugene Parker, astrofísico responsável pelos primeiros estudos sobre ventos solares. 

Em anúncio realizado na manhã do dia 31 de maio, diretores da NASA decidiram batizar a primeira missão que explorará mais detalhes do Sol com o nome do astrofísico Eugene Parker, responsávelpelos  primeiros estudos sobre como os campos magnéticos e partículas solares influenciam os planetas do Sistema Solar. O evento organizado pela agência espacial norte-americana aconteceu no auditório da Universidade de Chicago, onde Parker é professor emérito do Departamento de Astronomia e Física.

Eugene Parker foi responsável pelo estudo dos ventos solares (Foto: Wikimagem). 
Thomas Zurbuchen, um dos diretores da NASA, afirmou que essa é a primeira vez que a agência batiza uma missão com o nome de alguém que ainda está vivo - Parker, que iniciou seu estudo sobre o Sol na década de 1950, completará 90 anos de idade no próximo dia 10 de junho.

Em 1958, o astrofísico publicou um artigo com as primeiras investigações a respeito de um fenônemo que ficaria conhecido como vento solar: em sua pesquisa, Parker estudou o comportamento da emissão de partículas e de eletromagnetismo que "escapa" da coroa solar, região conhecida como a "atmosfera externa" do Sol, onde as temperaturas são superiores à própria superfície solar. Ao longo de seu trabalho, o cientista analisou a interação da expansão da coroa solar e de sua relação com os planetas.

Na missão planejada pela NASA, a nave que será desenvolvida precisará lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima. 

A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. A missão será lançada em 2018.

Galileu

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