Deputado tem requerimento reprovado na AL e vai acionar o MP; matéria pede explicação de viagens políticas do governador em avião oficial

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) lamentou nesta terça-feira (12) a reprovação pela maioria dos deputados estaduais do requerimento, de sua autoria, que pedia a convocação do chefe da Casa Militar do Governo do Estado para explicar a viagem do governador Ricardo Coutinho (PSB) à Fortaleza, para um encontro com o ex-presidente Lula (PT). Ele irá apresentar denúncia ao Ministério Público.

“Eu lamento muito essa decisão da maioria formada pelos deputados governistas. Lamento porque a função da Assembleia Legislativa é de acompanhar os atos do governador e do Governo. Esta é uma das prerrogativas desta Casa. Infelizmente a maioria dos colegas não entende dessa forma”, destacou Tovar.

Ao defender a aprovação do Requerimento de convocação, o deputado esclareceu que o governador Ricardo Coutinho foi à Fortaleza no avião oficial do Estado, gastando combustível custeado pela máquina pública e utilizando um piloto pago também com dinheiro dos contribuintes, para um evento de natureza político-partidária. “O governador utilizou a aeronave King Air B-200 de prefixo PR-EPB do Estado, cuja viagem não sai por menos que R$ 12 mil”, afirmou.

De acordo com o parlamentar, esta não é a primeira vez que Ricardo Coutinho utiliza aeronave oficial para fins particulares. “Já motivou denúncia nessa Casa, feita pelo deputado Gervásio Maia, que o governador utilizou o mesmo avião entre os dias 28 de dezembro de 2012 e 1º de janeiro de 2013, em viagem para passar as festividades de réveillon nas cidades do Rio de Janeiro e Paraty (RJ)”, disse, acrescentando que infelizmente, ele não recebeu nenhuma punição pelo ato de improbidade praticado no passado e voltou a cometer o ilícito.

“Não vamos nos inibir com essa reprovação da convocação do Chefe da Casa Militar. Vamos ao Ministério Público apresentar a denúncia e pedir uma investigação sobre essa prática de uso do avião do Estado para assuntos particulares”, disse Tovar. (Da redação com Assessoria)
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