13 de março: centenas de milhares de manifestantes vão às ruas contra Dilma

- São Paulo, Rio e Salvador (Reprodução / Internet).  Centenas de milhares de manifestantes foram às ruas das principais capitais do paí...

- São Paulo, Rio e Salvador (Reprodução / Internet). 
Centenas de milhares de manifestantes foram às ruas das principais capitais do país e cidades do interior neste domingo, de maneira geral de forma pacífica, para protestar contra o governo e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em meio a uma das mais graves crises econômica e política do país em décadas.

No primeiro grande protesto deste ano contra Dilma, os organizadores da manifestação convocaram atos em centenas de cidades de todas as regiões do país, com maior adesão em relação aos últimos protestos de 2015. Segundo duas fontes do governo, que falaram à Reuters sob condição de anonimato, a manifestação deste domingo pode ser maior do que o ato de março do ano passado, que reuniu 1 milhão de pessoas.

A magnitude das manifestações deste domingo é considerada decisiva para a abertura de um processo de impeachment no Congresso contra Dilma.

"A presidente está sem base de apoio para governar, sem governabilidade alguma. Acredito que ela estará ainda mais enfraquecida após as manifestações deste domingo", disse à Reuters em São Paulo um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) Fernando Holiday.

Os manifestantes vestiam, em sua maioria, as cores verde e amarela e carregavam cartazes contra Dilma, contra a corrupção e em favor do juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da operação Lava Jato.

O senador Aécio Neves, candidato do PSDB derrotado por Dilma nas eleições de 2014, esteve de manhã no protesto em Belo Horizonte.

"Em paz, em harmonia, as famílias vieram para as ruas dizer que o Brasil merece algo melhor", afirmou ele. "Hoje, as pessoas estão nas ruas dizendo: chega, basta! Os caminhos são três colocados à nossa frente: o impeachment da presidente da República, a cassação da chapa pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou a renúncia da presidente da República. Uma dessas três saídas permitirá ao Brasil voltar a sonhar com um futuro melhor."

No Rio, a concentração foi na praia de Copacabana, após uma madrugada de chuva na cidade. "Estou aqui com minha mulher e meus filhos para mostrar que estamos indignados com o presente e precisamos fazer algo para o futuro dos nossos filhos e jovens", disse o comerciante Carlos Andrade.

    Alguns artistas se juntaram aos manifestantes, incluindo a atriz Suzana Vieira. "Chega disso. Ninguém aguenta mais. Viva o Brasil e o Sérgio Moro", declarou ela.

Durante a manifestação no Rio, um avião com a faixa “Não vai ter golpe!”, assinada pela Frente Brasil Popular, que reúne movimentos sociais e sindicatos, circulou por Copacabana.

Em Brasília, havia um grande boneco de Lula vestido de presidiário na Esplanada dos Ministérios e manifestantes gritavam palavras de ordem contra o governo, sem relatos de confrontos. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 100 mil pessoas participaram do ato.

"Hoje é uma nova chance que o povo dá para a democracia porque perdeu a fé na democracia com tanta robalheira", disse o estudante de Direito Elias Souza, de 22 anos. (Reuters)

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