Professor
ganha 57% do salário médio dos trabalhadores com formação superior.
O
deputado federal, Pedro Cunha Lima (PSDB), lamentou a disparidade salarial que
existe entre um trabalhador com curso superior (R$ 4.726,21) e um professor com
jornada de 40 horas semanais (R$ 2.711,48). Um docente recebe 57% do salário
médio dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente. O tucano é autor
da ‘PEC da Nova Educação’, que Institui o Magistério Público Nacional e
estabelece mudanças, entre elas salariais.
A
Proposta de Emenda à Constituição (PEC 20/2015) encontra-se em tramitação na Câmara
Federal. Ela foi fruto da discussão com a categoria e entidades
representativas. “A educação é um instrumento transformador e único instrumento
para promover uma mudança radical no Brasil. Não podemos admitir e nos
conformar que os professores das redes estaduais e do Distrito Federal ganham
R$ 16,95 a cada 60 minutos que passam em sala de aula ou em atividades
extraclasse”, disse Pedro.
Pedro
lembrou que os estados têm autonomia para definir as jornadas dos educadores e
elas variam de 16 e 40 horas semanais. Na Paraíba o salário é de R$ 2.128,51, o
que corresponde a uma remuneração de R$ 13,30 por hora.
PEC
da Nova Educação - O subsídio máximo do Magistério Público Nacional, segundo a
propositura, será considerado limite superior dos agentes administrativos
públicos. Os valores dos subsídios dos membros do Magistério Público Nacional
atingirão o valor máximo em até 15 anos da publicação desta Emenda
Constitucional. “O professor, em último nível, será referência entre todos os
agentes administrativos. Não há aumento de despesa, apenas um novo limite, um
novo tratamento ao professor. Há a mudança de um conceito: vamos respeitar os
nossos professores”, explicou.
A
proposta estabelece um prazo de dois anos para a adoção da Lei Complementar
para que seja submetida a referendo popular. “A proposta é um passo, o caminho
é trocar ideias para torna-la realidade, com as renovadoras e bem recebidas
sugestões de ambas as Casas do Congresso Nacional”, argumentou o parlamentar.
ACRE*
Remuneração
por hora: R$ 16,76
Salário-base
mensal: R$ 2.681,27
ALAGOAS
Hora-aula:
R$ 16,57
Salário-base
mensal: R$ 2.651,82
AMAPÁ
Remuneração
por hora: R$ 21,35
Salário-base
mensal: R$ 3.416,32
AMAZONAS
Remuneração
por hora: R$ 20,43
Salário-base
mensal: R$ 3.269,49
BAHIA*
Remuneração
por hora: R$ 12,04
Salário-base
mensal: R$ 1.925,96
CEARÁ
Remuneração
por hora: R$ 12,05
Salário-base
mensal: R$ 1.927,43
DISTRITO
FEDERAL
Remuneração
por hora: R$ 24,12
Salário-base
mensal: R$ 3.858,87
ESPÍRITO
SANTO*
Remuneração
por hora: R$ 19,83
Salário-base
mensal: R$ 3.172,08
GOIÁS
Remuneração
por hora: R$ 16,06
Salário-base
mensal: R$ 2.570,08
MARANHÃO*
Remuneração
por hora: R$ 15,27
Salário-base
mensal: R$ 2.443,84
MATO
GROSSO*
Remuneração
por hora: R$ 23,76
Salário-base
mensal: R$ 3.802,09
MATO
GROSSO DO SUL
Remuneração
por hora: R$ 24,96
Salário-base
mensal: R$ 3.994,25
MINAS
GERAIS*
Remuneração
por hora: R$ 15,16
Salário-base
mensal: R$ 2.425,50
PARÁ
Remuneração
por hora: R$ 12,05
Salário-base
mensal: R$ 1.927,60
PARAÍBA*
Remuneração
por hora: R$ 13,30
Salário-base
mensal: R$ 2.128,51
PARANÁ
Remuneração
por hora: R$ 15,46
Salário-base
mensal: R$ 2.473,22
PERNAMBUCO
Remuneração
por hora: R$ 12,73
Salário-base
mensal: R$ 2.036,16
PIAUÍ
Remuneração
por hora: R$ 16,47
Salário-base
mensal: R$ 2.634,65
RIO
DE JANEIRO*
Remuneração
por hora: R$ 18,43
Salário-base
mensal: R$ 2.948,38
RIO
GRANDE DO NORTE
Remuneração
por hora: R$ 16,78
Salário-base
mensal: R$ 2.684,43
RIO
GRANDE DO SUL*
Remuneração
por hora: R$ 14,57
Salário-base
mensal: R$ 2.331,38
RONDÔNIA
Remuneração
por hora: R$ 15,61
Salário-base
mensal: R$ 2.498,00
RORAIMA*
Remuneração
por hora: R$ 22,18
Salário-base
mensal: R$ 3.548,93
SANTA
CATARINA
Remuneração
por hora: R$ 11,99
Salário-base
mensal: R$ 1.917,78
SÃO
PAULO
Remuneração
por hora: R$ 15,10
Salário-base
mensal: R$ 2.415,89
SERGIPE
Remuneração
por hora: R$ 12,15
Salário-base
mensal: R$ 1.943,53
TOCANTINS
Remuneração
por hora: R$ 22,39
Salário-base
mensal: R$ 3.582,62
*Nesses
estados, a jornada padrão varia, mas, para efeito de comparação, o valor do
salário-base foi convertido para 40 horas semanais:
-
Jornada de 16 horas: Rio de Janeiro
-
Jornada de 20 horas: Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul
-
Jornada de 24 horas: Minas Gerais
-
Jornada de 25 horas: Espírito Santo e Roraima
-
Jornada de 30 horas: Acre, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte
*
O levantamento foi feito pelo Portal de Notícias G1
Assessoria

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