Foto: Divulgação / CNBB.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota oficial de esclarecimento em setembro de 2026 para negar qualquer envolvimento na produção, autorização ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral e a Nossa Senhora Aparecida.
A manifestação da entidade ocorreu após o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, durante atos de campanha, que "gente de dentro da CNBB" teria auxiliado adversários políticos a propagar um boato de que ele retiraria o título de padroeira do Brasil da santa caso fosse eleito.
Principais pontos da nota da CNBB
- Negação de autoria ou apoio a fake news: A instituição declarou categoricamente que não produziu, autorizou ou participou da elaboração de conteúdos falsos sobre o tema ou sobre os candidatos.
- Repúdio à desinformação: A Conferência reforçou que "a mentira não se combate com outra mentira" e que atribuir à entidade o papel de disseminar boatos sem provas atinge injustamente a instituição.
- Neutralidade político-partidária: A CNBB reiterou que não integra nenhuma estrutura partidária e que suas posições seguem exclusivamente princípios pastorais, a defesa da dignidade humana, o bem comum e a democracia.
Repercussão do posicionamento
- Reação da campanha: O candidato Flávio Bolsonaro elogiou o posicionamento da instituição, classificando o texto como esclarecedor por atestar que a acusação de que a santa perderia o título era uma informação falsa.
- Esclarecimento histórico: Especialistas e a própria repercussão do caso lembraram que o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil é oficial — consagrado por decreto do Papa Pio XI em 1930 — e não há qualquer movimento ou projeto válido em curso para alterá-lo.

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