Flávio culpa Lula por novas tarifas e diz que pode negociar com Trump

Segundo o senador, o governo norte-americano teria motivos para estar com raiva de Lula, mas não deveria punir as empresas brasileiras. 

Foto: Reprodução / Truth Social.   

Reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump na Casa Branca (26/05/2026). 


Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas novas tarifas propostas pelos Estados Unidos. O filho de Jair Bolsonaro diz ainda que está "à disposição do povo brasileiro" para evitar a implementação das novas taxas.


"Já que o Lula não vai conseguir resolver o problema de tarifas, eu estou me colocando aqui mais uma vez à disposição do povo brasileiro, eu faço esse esforço, eu espero que a minha carta funcione e que o governo americano não imponha essa tarifa sobre as empresas brasileiras", afirmou o senador ao jornal O Tempo nesta quarta-feira (3).


Para ele, o presidente Lula daria motivos para as reações dos Estados Unidos ao se opor à classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.


"O governo americano pode estar com raiva do Lula, tem todos os motivos para punir o Lula, porque é uma pessoa ruim, é uma pessoa que destila ódio, é uma pessoa que defende traficante, defende terrorista."


Já o governo petista visa associar Flávio Bolsonaro a eventuais prejuízos decorrentes das novas tarifas impostas ao Brasil. Em suas redes sociais, o PT tenta emplacar o termo "Tariflávio" e Lula afirmou que os filhos do ex-presidente seriam "vendilhões da pátria".


Ainda durante a entrevista, o senador afastou a possibilidade das medidas prejudicarem sua campanha. "Isso não vai prejudicar porque com a verdade a gente vai explicar que essa taxa é do Lula, essa tarifa é do Lula, por causa das provocações dele com os EUA."


A principal rusga recente entre o governo brasileiro e o norte-americano vem da classificação das organizações criminosas PCC e CV como grupos terroristas. O Palácio do Planalto mantém o discurso de que a ação possa se converter em ameaças à soberania nacional e a independência financeira do país.



(*) CNN Brasil


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