Eleições 2026: O plano que o PT prepara contra Flávio Bolsonaro após crescimento nas pesquisas

Lula (Foto: Raul Luciano/AtoPress/Estadão) e Flávio Bolsonaro (Foto: Ascom). 

O PT usará, nas próximas semanas, seu tempo de inserção de propaganda partidária no rádio e na TV para atacar seu principal rival até o momento, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


A expectativa da base é que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva comece a apresentar resposta aos ataques que vem recebendo de Flávio Bolsonaro a partir deste mês de abril.


A estratégia do partido deu uma guinada depois que as pesquisas apontaram Lula estacionado e Flávio Bolsonaro crescendo. O último levantamento Genial Quaest, divulgado em 11 de março, mostrou ambos empatados em um eventual segundo turno, com 41% dos votos.


Antes, no levantamento realizado em fevereiro, Lula aparecia com 43% e Flávio Bolsonaro com 38% dos votos em um eventual segundo turno.


As ofensivas contra Flávio Bolsonaro fazem parte de uma estratégia que engloba redes sociais e trabalho de base em algumas cidades com eleitorado estratégico para o partido, segundo informou uma fonte sob condição de anonimato.


No último dia 17, a cúpula do PT lançou uma resolução formalizando sua mudança estratégica para as eleições e associando o filho do ex-presidente a ameaça de continuidade de um "projeto político baseado no ataque à democracia".


O documento, aprovado pela Executiva Nacional, dá algumas pistas sobre os alvos dos ataques contra Flávio Bolsonaro. Menciona, por exemplo, o esquema das "rachadinhas", quando parlamentares se apropriam de dinheiro destinado a pagar salários de assessores. O caso foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021.


O PT também menciona a atuação de Flávio Bolsonaro como senador.


A resolução, que reafirma a polarização, colocando a disputa entre "dois projetos profundamente distintos de nação", formaliza o discurso que Lula fez no aniversário da sigla, no início de fevereiro. Na ocasião, o presidente declarou o fim do "Lulinha Paz e Amor".


"Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem. Temos que desmontar, e temos que provar e temos que ter coragem de debater", afirmou Lula. "Tem que ser desaforado porque eles são. Eles são desaforados. E nós não podemos ficar quietinhos. Não mais essa de Lulinha paz e amor."


O PT, assim como o PL de Bolsonaro, tem 20 minutos totais a serem distribuídos em 40 inserções na TV e no rádio ao longo do primeiro semestre deste ano. Esses números são calculados de acordo com uma série de critérios, como número de votos na última eleição, número de eleitos e de Estados com candidatos eleitos, dentre outros.


Assim, o calendário de inserções é distribuído entre os partidos que atingiram esses critérios. São veiculados programas sempre às terças, quintas e sábados.


O PT terá início às suas propagandas partidárias de 2026 — que são diferentes das propagandas eleitorais gratuitas — a partir do próximo dia 23, uma quinta-feira. E serão realizadas ao longo dos meses de maio e junho.



(*) Créditos / BBC Brasil


Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem