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O comportamento alimentar de uma participante do Big Brother Brasil 26 (BBB 26) tem chamado atenção dentro e fora da casa. Em um dos episódios, ela foi vista utilizando enxaguante bucal como estratégia para sinalizar ao cérebro que já havia se alimentado. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,7% dos brasileiros sofrem de compulsão alimentar, quase o dobro da média global, de 2,6%.
A assessoria da participante informou, nas redes sociais, que ela pode estar enfrentando um quadro de compulsão alimentar, um transtorno que, segundo o psicólogo da Hapvida, Marcos Sueudy, vai além de episódios isolados de exagero nas refeições.
“A compulsão alimentar acontece quando a pessoa ingere grandes quantidades de comida com a sensação de perda de controle. É comum vir acompanhada de culpa ou desconforto. Diferentemente de um exagero ocasional, esses episódios ocorrem com frequência. O principal critério para caracterizar o transtorno é a repetição associada à falta de controle”, explica o psicólogo.
O especialista ressalta que a condição é reconhecida oficialmente como Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, classificado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Entre os principais sinais de alerta, ele destaca o hábito de comer rapidamente, mesmo sem fome, além de episódios de alimentação em segredo e sentimentos de vergonha após comer.
O psicólogo aponta ainda que fatores emocionais têm papel central no desenvolvimento do transtorno. “A compulsão alimentar está fortemente ligada a emoções como ansiedade, estresse e tristeza. Muitas pessoas utilizam a comida como forma de aliviar esses desconfortos. Existe relação com quadros de ansiedade e depressão, que podem tanto desencadear quanto manter esse comportamento”, afirma.
Segundo o especialista, o primeiro passo ao identificar o problema é reconhecer o padrão sem culpa. “É importante entender que se trata de uma condição tratável. A psicoterapia, aliada ao acompanhamento nutricional, pode fazer muita diferença. Também é fundamental manter uma rotina alimentar equilibrada e compreender os gatilhos emocionais”, conclui.
(*)Ascom
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