De volta de onde saiu: Wellington Oliveira retorna a fazer oposição a Toscano após dez anos

Neste período WO foi indicado por Toscano para secretário de saúde por duas vezes, e na chapa do PSDB nas eleições de 2020 na condição de vice-prefeito. 

Inauguração da Policlínica do Nordeste pelo então prefeito Zenóbio Toscano (25/05/16). Foto: Plugados. 
As reviravoltas que o mundo da política dar! Após anunciar o seu rompimento com o prefeito de Guarabira, Marcus Diôgo (PSDB), o vice-prefeito Wellington Oliveira, do mesmo partido, declarou recentemente, que a partir de então irá fazer oposição também, as tucanas; deputada estadual Camila Toscano e a sua mãe, a ex-deputada Léa Toscano. WO também disse que está deixando o partido. Tal declaração ele fez no último dia 15/6, um dia depois de ter participado da missa em tributo ao dois anos de morte do ex-prefeito Zenóbio Toscano e depósito de suas cinzas no Santuário do Memorial de Frei Damião.

Pelo que colhemos, com isso, Oliveira retorna à posição que saiu; fazer oposição ao grupo Toscano em Guarabira, após 10 anos que deixou o grupo Paulino, para se aliar em 2012 ao projeto do ex-deputado Zenóbio (PSDB), de voltar a administrar a prefeitura local.

Na era áurea do ‘vermelhão’, na gestão da então prefeita Fátima Paulino (PMDB), o fisioterapeuta Wellington foi nomeado como diretor do então Neurofuncional Maria Moura, hoje Centro de Especialidades em Reabilitação (CER III Maria Moura). 

Nas eleições de 2012, ele não quis votar no então vice-prefeito Josa da Padaria (PMDB), nome apoiado pela família Paulino para prefeito, e decidiu Wellington romper com Roberto, Fátima e Raniery Paulino – e declarar apoio a ZT. Há quem diga que o mesmo só deu o pulo do gato para o ninho tucano, por não ter mais um Paulino na disputa, e teria visto em Zenóbio; “O Gato Preto”, uma maior perspectiva de vitória e, de fato, Zenóbio venceu as eleições e, surpreendentemente, convidou o ex-diretor do Maria Moura da gestão de Fátima Paulino para comandar uma das pastas mais importantes de um município; a Secretaria de Saúde.

Em razão dessa atitude, de ZT indicar uma pessoa recém-chegada da oposição para gerir um cargo de primeiro-escalão; vereadores eleitos na base do grupo do PSDB não viram com bons olhos. É tanto que, comentam-se as bocas miúdas e graúdas, que tal atitude foi o pivô da insatisfação de parlamentares aliados, que mais na frente aproveitaram o rompimento do prefeito Zenóbio com o governador Ricardo Coutinho e resolveram ficar com o governo do estado, rompendo com o prefeito, onde em dado momento a situação chegou a ficar apenas com os vereadores Lula das Molas e Marcus Diôgo, na Câmara Municipal, isso já no alumiar das eleições de 2016; como Diôgo foi convidado para ser o vice na chapa de reeleição do Gato Preto, Lula ficou na CMG como o cavaleiro solitário de sustentação à gestão municipal, na época.

Reeleito, Zenóbio no seu novo mandato seguiu com Wellngton Oliveira como secretário de Saúde. Com o triste falecimento de ZT na condição de prefeito em 14/06/2020; o vice Marcus Diôgo assume o cargo de gestor municipal definitivamente, e mantém todo o secretariado de Toscano, inclusive Wellington na Saúde. 

Nas últimas eleições de 2020, o prefeito Marcus Diôgo se candidata à reeleição, e seus aliados Camila e Léa Toscano, ao invés de indicar na chapa um vice com o sobrenome Toscano ou um vereador aliado, credibiliza Wellington para o projeto, que aceita. Tendo êxito. Talvez em razão deste histórico, em algum momento parecido com o seu rompimento com grupo Paulino, é que alguns veículos de comunicação já tratam a atitude do vice-prefeito Wellington, como traição ao grupo Toscano.

É tanto que, coincidentemente ou não, Wellington Oliveira, não se reaproxima dos Paulino, que tem o deputado estadual Raniery com pré-candidatura a deputado federal; prefere se aliar a quem mais bateu na sua gestão à frente da Saúde de Guarabira, inclusive na última campanha eleitoral. Ele resolveu declarar apoio a Célio Alves para estadual e a Gervásio Maia para federal, e, por conseguinte, fechou com o grupo do advogado Teotônio Assunção, que provavelmente ver a adesão de WO como reforço para o futuro, já que perdeu importantes nomes, como os vereadores Gerson do Gesso, Zé do Empenho e Marcelo Bandeira.

Editorial @Plugados


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