Saúde: candidíase também afeta homens; saiba como identificar e tratar o problema

O urologista Rafael Mourato, fala sobre tratamento e prevenção. Foto: Divulgação / HapvidaJP. 
A ocorrência da candidíase é mais comum entre as mulheres. Porém, a infecção causada pela Candida Albicans - que assim como outros fungos estão presentes no ambiente natural da genitália - também ocorre em homens. O urologista da Hapclinica do Sistema Hapvida em João Pessoa, Rafael Mourato, explica que entre homens o problema não é tão comum, mas pode provocar muito incômodo e sintomas como vermelhidão, coceira, ardência, fissuras e inchaço. 

“O ambiente vaginal, devido a umidade e temperatura por si só, já é um ambiente mais favorável que o pênis, por ser um órgão externo. Uma curiosidade importante é que, apesar de algumas mulheres possuírem a cândida como parte da flora vaginal, isso não significa que lhes causará infecção”, esclarece. 

O urologista afirma que os sintomas iniciais da infecção no homem são bem assustadores e entre eles estão: a vermelhidão na pele da glande, coceira, ardência, fissuras e inchaço no prepúcio. Em alguns casos, também podem ocorrer manchas brancas com presença de dor.

Mourato explica que é muito comum as pessoas pensarem que apenas as relações sexuais podem gerar a infecção, mas não é verdade. “Situações como aumento da temperatura e do suor, falta de higiene, mudanças no pH e até mesmo a hiperglicemia – aumento da quantidade de açúcar do sangue –, podem favorecer o crescimento do fungo. Outras situações, como doenças que comprometem a imunidade, como o HIV, e medicações como uso de corticóides e quimioterapia podem sim possibilitar o surgimento, bem como o uso prolongado de antibióticos”, esclarece. 

Tratamento – O urologista do Sistema Hapvida explica que o tratamento ocorre com uso de antifúngicos, que idealmente envolve o tratamento oral (com comprimidos) e tópico (com pomada). Além disso, ele alerta: “É muito importante também manter boa higiene do local (por mais que se saiba que isso pode incomodar) e atitudes que diminuam a umidade local, como evitar dormir com roupa íntima, para reduzir a proliferação do fungo”, sugere. 

Rafael Mourato lembra ainda que as complicações pela não realização do tratamento são raras, mas podem acontecer. Normalmente estão relacionadas a não higienização correta ou a episódios repetidos da infecção. “Em caso de ferimento sem a devida higienização pode levar a infecção da pele por bactérias que entram nas áreas feridas. Quando os casos acontecem repetidas vezes, isso pode tornar a pele do pênis (prepúcio) mais grossa, impedindo a exposição da glande e dificultando as relações sexuais. Em alguns casos, é necessário realizar a cirurgia de Postectomia, realizada para tratamento de fimose”, reforça. 

Prevenção – Por fim, o urologista assegura que, sem dúvida, uma das maneiras de prevenir não apenas a candidíase, mas muitas outras doenças é manter as defesas do organismo sempre a postos.  “Manter a imunidade adequada é mais simples do que parece: durma bem, pratique exercícios físicos com regularidade e frequência, alimente-se de forma saudável  e não se esqueça de beber água”, orienta. (*) Com Assessoria.

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