Brasil precisa da CoronaVac, diz ex-presidente da Anvisa

Gonzalo Vencina Neto. Foto: Reprodução / Youtube. 
O ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, presidente do Conselho do Instituto Horas da Vida, afirmou que o governo federal errou ao colocar a vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, no mesmo patamar de imunizantes de farmacêuticas como Bharat Biotech (Índia), Gamaleya (Rússia) e Moderna (EUA). A Coronavac foi mencionada no documento divulgado pelo Ministério da Saúde, sem previsão de número de doses disponíveis.

Segundo Vecina, num momento em que falta imunizante para conter o avanço do coronavírus, o governo brasileiro insiste em ignorar o acordo do Instituto Butantan, que garante o ornecimento ao país de 140 milhões de doses.

- O Brasil precisa destas vacinas. É inexplicável e surpreendente a forma como se manifestou em relação à Coronavac - diz Vecina.

- A única coisa que o Brasil pode aceitar é que São Paulo entre no plano nacional e o Brasil use as vacinas que estão no Butantan.

Vecina diz que o governo federal tem o poder de controle do Plano Nacional de Imunização (PNI) e poderia travar iniciativas dos governos estaduais.

- Ele deixa São Paulo de mãos atadas. O governo federal não tem vacina para entregar. São Paulo tem vacina, mas não pode usar o projeto.

Oferta limitada

O ex-presidente da Anvisa explica que o documento do Ministério da Saúde se limitou a mencionar o compromisso da straZeneca/Oxford com a Fiocruz, já conhecido em todo o país, e acrescentou memorandos de entendimento firmados com a Pfizer/BioNTech e com a Janssen, cuja disponibilidade de doses para o Brasil é limitada.

Tanto a Pfizer quanto a Janssen têm estoques limitados, observa Vecina. Segundo o próprio Ministério da Saúde, a Pfizer consegue entregar ao Brasil apenas 8,5 milhões de doses no primeiro semestre de 2021. Outras 61,5 milhões de doses só chegariam ao país no segundo semestre do ano que vem.

A Janssen, por sua vez, tem apenas 3 milhões de doses para entrega entre maio e junho de 2021. Outras 35 milhões de doses também só estarão disponíveis entre agosto e dezembro do ano que vem.

O programa Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde para fornecimento de 42,5 milhões de doses, segundo ele, também citado no documento, mas vai demorar para dar resultados efetivos. (*) Yahho, com O Globo

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