39% das diaristas foram dispensadas sem pagamento e Camila defende ações que garantam proteção a esses profissionais

DIA DO TRABALHADOR - A deputada estadual Camila Toscano (PSDB) defendeu nesta sexta-feira (1), Dia do Trabalhador, que o poder público garanta ações de proteção econômica e social aos profissionais que trabalham como diaristas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva aponta que 39% dos patrões dispensaram diaristas sem pagamento durante pandemia enfrentada pela propagação do coronavírus. Mais de 90% desses trabalhadores são mulheres. Mesmo tendo direito ao auxílio emergencial, muitos deles ainda não conseguiram o benefício.

“É preciso ter um olhar mais sensível para esses profissionais que não têm proteção alguma do governo porque, em muitos casos, sequer existem para o governo, segundo a ONG Instituto Doméstica Legal. Também é importante que, os que puderem, continuem realizando o pagamento normalmente das diárias para cumprir esses profissionais possam cumprir o distanciamento social requerido contra a doença”, disse Camila.

A deputada defende uma ação mais próxima do Governo da Paraíba por entender que, mesmo com o auxílio emergencial do Governo Federal, muitos profissionais não tiveram acesso por diversos tipos de contratempos. “Sabemos que muitos são invisíveis para os governos e por isso é necessário que o poder público chegue mais perto dessas pessoas, principalmente agora no enfrentamento da Covid-19 e da fome”, destacou.

Desde meados de março, quando as primeiras medidas de suspensão de aulas e serviços públicos começaram a ser adotadas em Estados do Brasil como forma de evitar que o número de casos de Covid-19 crescesse além da capacidade dos hospitais de atendê-los, aumentaram os relatos de trabalhadoras domésticas que se viram sem renda de um dia para o outro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 6,3 milhões de profissionais que prestam serviços domésticos, como diaristas, jardineiros e caseiros. Do total, conforme apontado pelo coletivo, 2,3 milhões trabalham sem carteira assinada e 2,5 milhões são diaristas que estão desamparadas por leis trabalhistas e não possuem contratos legais. Um total de 11% das famílias brasileiras contam com o serviço de ao menos uma trabalhadora doméstica. (*) Ascom
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