Governo atende CPI do Feminicídio da ALPB e delegacias recebem denúncias de crimes sexuais pela internet

Reunião remota da CPI do feminicidio. Foto: Agência ALPB. 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vem reforçando a campanha virtual “Mulher em Casa Não Fica Calada”, para alertar toda a sociedade e divulgar os canais de atendimento e denúncia destinados às mulheres em situação de violência doméstica durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus (Covid 19).

Neste sentido, atendendo encaminhamento da CPI, a Polícia Civil da Paraíba ampliou  serviços on-line para facilitar o atendimento ao público neste período. As mulheres que sofrerem violência verbal, constrangimento ou se sentirem ameaçadas podem solicitar medidas protetivas de urgência. Para isso, basta acessar o endereço www.delegaciaonline.pb.gov.br. As denúncias de violência contra a mulher também podem ser feitas em qualquer uma das 14 Delegacias da Mulher (Deam) espalhadas em todas as regiões do estado. Além disso, a denunciante poderá utilizar os canais de atendimento 197, 190, 123 ou 180.

Presidente da CPI, a deputada estadual Cida Ramos (PSB) reforçou que diversos órgãos mundiais estão alertando para o aumento da violência de gênero durante o período de isolamento, conforme afirma a ONU e a OMS. “A solução não é pôr fim ao distanciamento social, mas sim, manter ativos os serviços de proteção à mulher, aumentar e divulgar os serviços on-line e oferecer suporte às iniciativas locais de combate à violência doméstica. Por isso, nós que compomos a CPI do Feminicídio estamos intensificando a campanha virtual como forma de fortalecer as políticas públicas e sociais de proteção às mulheres. Em um trabalho integrado entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, poderemos salvar vidas”, destacou.

Cida Ramos ainda justificou que a campanha visa possibilitar um maior comprometimento do Poder Público para a construção e consolidação de uma política eficaz de enfrentamento ao ciclo de violência contra as mulheres.

“Nossa iniciativa busca dar continuidade ao trabalho já iniciado pela CPI do Feminicídio desde 2019. Os crescentes números de violência contra a mulher são assustadores. Ao mesmo tempo, fica ainda mais claro e evidente a necessidade de uma rede de apoio, implementada por todos os poderes e os movimentos de mulheres e toda a sociedade, a fim de que possamos encontrar alternativas contra essa barbárie que é a violência de gênero”, afirmou. (*) Agência ALPB

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