Camila sugere campanha de prevenção à violência contra mulher pela internet e destaca que denúncias cresceram 1.639,54% no País

A deputada estadual Camila Toscano (PSDB). Foto: Divulgação. 
A deputada estadual e presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Camila Toscano (PSDB), apresentou requerimentos e ofícios solicitando ao Governo do Estado, por meio das Secretarias da Mulher e Diversidade Humana e de Comunicação, a realização de campanhas de prevenção e repressão à violência virtual contra as mulheres. Segundo ela, esse tipo de problema vem se tornando uma realidade no País e durante o isolamento social, muitas mulheres reclamam desse ataque via internet.

Segundo dados da ONG SaferNet – que atua na defesa dos direitos humanos em ambientes virtuais - o número de denúncias de crimes na internet relacionados a violência contra a mulher explodiu em 2018 – saltou de 961 denúncias em 2017 para 16.717 no ano passado, crescimento de 1.639,54%. No geral, o número de denúncias de crimes online cresceu quase 110%, de 63.697 casos para 133,7 mil.

Entre os cinco principais tópico de atendimentos da Helpline da SaferNet Brasil, três envolvem violações com raízes discriminatórias em que as mulheres são as que mais pedem ajuda.  São elas: Intimidação, ofensa ou discriminação; Sexting (prática de enviar mensagens, fotos ou vídeos sexualmente explícitos pelo celular); e conteúdos de ódios, violentos.  De acordo com o Dossiê Violência contra as Mulheres, as violências de gênero na internet não estão descoladas do ‘mundo real’ – também estão calcadas no desrespeito em relação às decisões das mulheres e em expectativas sobre o que seria um ‘comportamento feminino adequado’.

“A violência sexual, física, moral e psicológica contra a mulher é um tema atualmente em evidência nos sistemas de informação, notadamente nas mídias sociais e televisivas. Todavia, é pertinente que a violência virtual também seja prevenida e reprimida, principalmente neste período de isolamento social, onde detectamos grande números de casos. O Governo do Estado também deve reforçar a divulgação dos serviços oferecidos as essas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade”, destacou Camila.

Para a deputada, é importante que a Secretaria de Comunicação se engaje realizando uma divulgação dos serviços e esclarecendo que esse ataque virtual a mulheres também é crime.

“Ultimamente, temos visto um crescente quantitativo de casos de violência contra as mulheres, principalmente neste momento de isolamento social. Além disso, iniciamos mais um ano com uma tarefa pendente: investir mais na divulgação dos mecanismos públicos de suporte e apoio às mulheres vítimas de abusos, pois essa ação é a porta de entrada para que sejam gerados diagnósticos precisos sobre os abusos ocorridos”, observou Camila. (*) Ascom

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