Prefeito de Milão admite erro por ter apoiado campanha para cidade não parar no início da pandemia de coronavírus na Itália

O prefeito de Milão, na Itália, Giuseppe Sala. Foto: Divulgação. 
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ter errado ao apoiar a campanha “Milão não para”, que pedia que a cidade não paralisasse suas atividades no início da pandemia de coronavírus na Itália.

O mea culpa de Sala, do Partido Democrático, foi feito durante o programa “Che tempo che fa”, que foi ao ar na televisão italiana no último domingo (22). De acordo com o prefeito da cidade de 3,1 milhões de habitantes, foi um erro defender a não interrupção da vida normal.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, disse o prefeito.

O vídeo compartilhado pelo prefeito foi publicado por uma associação de bares e restaurantes da cidade e dizia que os cidadãos “não tinham medo” e que os habitantes de Milão faziam “milagres todos os dias” em “ritmos impensáveis” com “resultados importantes”. Quando o vídeo foi publicado, 11 cidades da Lombardia, região norte da Itália da qual Milão é a capital, já estavam em quarentena.

Em 27 de fevereiro, a Itália havia registrado 14 mortes por Covid-19 e 528 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. A Lombardia era a região mais afetada do país, com 57,7% dos casos.

Um mês depois, nesta sexta (27), o país registrou um recorde diário de mortes pela doença: foram 919 em 24 horas, segundo a agência de proteção civil. O país soma 9.134 mortes e, destas, 5.402 (59%) foram na Lombardia. (*) G1 / Bem Estar

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