Calvário: Ricardo diz que sofre ‘caçada implacável’ e pede provas dos crimes atribuídos a ele

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) rompeu o silêncio nesta sexta-feira (13), e falou publicamente sobre as acusações do Ministério Público da Paraíba de chefiar um esquema criminoso de desvio de recursos enquanto esteve à frente do Executivo estadual. O socialista criticou a atuação de promotores da Operação Calvário, disse não haver provas contra ele e afirmou que é vítima de uma armação iniciada há pelo menos cinco anos, quando assumiu a defesa do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).  As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Sanhauá,

Ricardo disse que os investigadores tentam classificá-lo como chefe de uma organização criminosa de forma inconsistente, sem apresentar provas, e justifica áudios revelados nas denúncias apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPB. “Eles dizem que houve uma oferta de ajuda para a eleição de 2018. Nem candidato eu fui em 2018 e eu disse na ocasião que procurasse quem pudesse recepcionar isso, uma ajuda para as eleições. Nunca ninguém me deu um centavo”, disse.

O ex-governador garante que os contratos realizados com as organizações sociais não foram superfaturados, que não houve enriquecimento ilícito e que os depoimentos dos ex-secretários de governo em acordo de delação premiada foram induzidos e fruto da pressão sofrida pela prisão preventiva. “Não tenho dúvida de que os depoimentos são induzidos porque se não falasse sobre mim não teria a liberdade”, afirmou

Ao ser questionado sobre Daniel Gomes, operador da suposta Orcrim e colaborador do MPPB, o governador atribuiu a postura do ex-funcionário da Cruz Vermelha a uma armação iniciada há pelo menos cinco anos. “Daqui a alguns anos, quando essa historia for contatada de verdade, as pessoas vão ver que isso foi preparado em 2015, 2016 (…) porque lutei contra o impeachment, visitei duas vezes o presidente Lula em Curitiba, trouxe a presidenta Dilma para o Espaço Cultural para dizer que nós temos um lado nessa história e não concordamos com o rito democrático do país”.

Sobre a última fase da Operação Calvário que envolve a Lotep e resultou na prisão do radialista Fabiano Gomes, o ex-governador voltou a pedir provas que mostrem sua participação no esquema criminoso. “Eu não temo absolutamente nada. Não sei nem o que o que o Paraíba de prêmios vende”, afirmou. (*) Blog do Suetoni

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