Na última década, 1.119 mulheres foram mortas na PB e Camila reforça necessidade de implementação de políticas públicas

ATLAS DA VIOLÊNCIADados do Atlas da Violência divulgado nesta quarta-feira (5) mostra que nos últimos dez anos 1.119 mulheres foram mortas na Paraíba, o que representa um crescimento de 27,5% em uma década. Para a deputada estadual e presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Assembleia Legislativa (ALPB), Camila Toscano (PSDB), é preciso uma presença maior do Estado na proteção à vida das paraibanas. Durante o lançamento da campanha “Não é não, também no São João”, lançada em Campina Grande, a parlamentar também destacou a necessidade de políticas públicas que garantam segurança a todas as paraibanas.

“Estamos desenvolvendo um trabalho na Assembleia Legislativa junto à Comissão dos Direitos da Mulher na busca de soluções e execuções de políticas públicas para garantirmos a proteção às mulheres. E a campanha “Não é não, também no São João” vem para somar a essa rede encabeçada pelo Ministério Público e que necessita também do apoio da sociedade”, observou a deputada.

Camila destacou ainda que de 2016 para 2017, o número de morte de mulheres na Paraíba reduziu, passando de 107 para 88. “Apesar da redução, não podemos parar de debater e cobrar do Governo do Estado mais investimentos no setor da segurança pública, principalmente na proteção às mulheres”, afirmou.

Lançamento – A campanha “Não é não, também no São João”, articulada pelo Núcleo Estadual de Gênero e desenvolvida pela Rede Estadual de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual (Reamcav), foi lançada nesta quarta-feira (5), em Campina Grande. Na próxima sexta-feira (7), a campanha será lançada em João Pessoa. A iniciativa ganhou novos parceiros nos últimos dias e já conta com a adesão de 12 municípios paraibanos, além de outros órgãos. A ideia é massificar a mensagem de combate e prevenção à importunação sexual contra mulheres.

Além dos municípios de Campina Grande e João Pessoa, aderiram à campanha as prefeituras de Mamanguape, Belém, Ingá, Bananeiras, Solânea, Cacimba de Dentro, Duas Estradas, Borborema, Queimadas, Esperança. Estão juntos na articulação do movimento o MPPB; o Tribunal de Justiça (TJPB); a Defensoria Pública; a Associação Paraibana do Ministério Público (APMP); o Governo do Estado, através das secretarias de Estado de Segurança e Defesa Social (Seds) e da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros; a Câmara Municipal de João Pessoa, a Assembleia Legislativa, A Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup) e o grupo Nord.


Assessoria 
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