‘Ali não tem orientação nenhuma’, diz Moro sobre conversas vazadas

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, fala durante a abertura do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária, em Manaus - 10/06/2019 (Bruno Kelly/Reuters). 
O ministro da Justiça Sergio Moro afirmou na manhã desta segunda-feira, 10, que “não tem orientação nenhuma” nas mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil. “Eu não vi nada de mais nas mensagens”, disse o ex-juiz federal. Os diálogos no aplicativo Telegram foram obtidos, segundo o site, por uma fonte anônima que compartilhou o material.

“Não vi nada de mais nas mensagens. O que houve foi uma invasão criminosa de celulares de procuradores, para mim isso é um fato bastante grave ter havido essa invasão e essa divulgação. E, quanto ao conteúdo, no que diz respeito a minha pessoa, eu não vi nada demais”, afirmou o ministro em Manaus, após um evento na capital amazonense.

As supostas mensagens mostram que Moro teria orientado ações do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O interlocutor nas conversas é o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa que apresentou a denúncia que levou à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também há relatos que mostram que o então juiz chegou a queixar-se de recursos que poderiam atrasar a execução de pena de um acusado e fez sugestões no cronograma de fases da operação.

“Não tem nenhuma orientação ali. Eu nem posso dizer que as mensagens são autênticas porque são coisas que aconteceram, se aconteceram, há anos atrás. Eu não tenho mais essas mensagens e não guardo registro disso”, disse o ministro. “O juiz conversa com procurador, o juiz conversa com advogado, o juiz conversa com policiais. Isso é algo normal”.

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