Mulher de Ricardo deixa governo de João Azevêdo em meio à Calvário

Secretária de Finanças era um dos pilares das gestões socialistas e estava no governo desde a época de Ricardo. 
Amanda Rodrigues deixa o governo de João Azevêdo justificando a necessidade de assumir novos projetos. Foto: Divulgação
A secretária de Finanças do governo da Paraíba, Amanda Rodrigues, pediu exoneração do cargo, nesta sexta-feira (3). Ela foi a terceira, entre os auxiliares mais fiéis ao ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), a pedir deixar o governo. Antes dela, pediram para sair Waldson de Souza (Planejamento e Gestão) e Gilberto Carneiro (Procuradoria-Geral do Estado). Além deles, houve a saída também de Livânia Farias da Secretaria de Administração. Os três últimos foram alvos da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Livânia chegou a ser presa. A saída de Amanda é vista como a tentativa do grupo mais fiel à gestão socialista de blindar a o governo de João Azevêdo (PSB).

Amanda está no governo desde 2016, quando houve o desmembramento da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento, Gestão e Finanças. Ela assumiu a Secretaria de Finanças, acumulando a Secretaria Executiva do Empreendedorismo. A primeira mudança ocorreu justamente na última semana, quando ela foi retirada do comando do Empreender, um programa considerado essencial pelo governo. Para o lugar dela foi nomeado Fabrício Feitosa Bezerra. Há, entre os governistas, o consenso de que como governo de continuidade, as denúncias de corrupção envolvendo contratos firmados no governo de Ricardo Coutinho tem afetado a atual gestão. As saídas seriam para estancar a sangria.

A operação Calvário investiga escândalo relacionado a suposta corrupção em contratos da Cruz Vermelha Brasileira com o governo da Paraíba. Há denúncias de desvio de recursos públicos e pagamentos a autoridades. A entidade, enquanto Organização Social, executou contratos da ordem de R$ 1,1 bilhão no período compreendido entre 2011 e 2018. Juntamente com o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP), um dos braços da Cruz Vermelha, a instituição administra os hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Metropolitano Dom José Maria Pires e o Regional de Mamanguape. Todos tiveram intervenção decretada pelo governador João Azevêdo (PSB).

Confira a nota assinada por Amanda Rodrigues para justificar o pedido de exoneração:

“Em novembro de 2016 fui chamada para assumir a Secretaria de Finanças do Estado, uma grande missão que cumpri com garra e determinação. Aquele era um momento econômico delicado para a Paraíba, face ao contexto nacional, que, com muito esforço, conseguimos superar. Terminamos 2018 com todos os índices cumpridos e as reservas garantidoras necessárias à uma boa gestão. Gratidão a @realcoutinho pelo convite. Fui reconduzida em janeiro de 2019, porém chegou a hora de trilhar novos desafios profissionais. Deixo a SEFIN. Servi ao Estado da Paraíba acumulando duas funções, mesmo recebendo por uma só. Ao Governador João Azevedo, agradeço a confiança e desejo sucesso na caminhada. A SEFIN está bem cuidada, com provisão em caixa para metade do 13 salário e com as reservas fundamentais para o bom funcionamento da máquina.
Amanda Araújo Rodrigues”

Créditos: Blog do Suetoni Souto Maior
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