Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater casos de feminicídio na Paraíba

A propositura é de autoria da deputada Camila Toscano. E acontece no próximo dia 2, às 9 horas. 
Camila Toscano - PSDB (Foto: Divulgação / Assessoria CT). 
VIOLÊNCIAA Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa da Paraíba realiza no dia 2 de maio, às 9 horas, audiência pública para debater aumento dos casos de feminicídio no Estado. A propositura é da deputada Camila Toscano (PSDB), que preside o colegiado. Ela usou a tribuna da Casa nesta terça-feira (23), para tratar do problema. “Nós precisamos ter a consciência que estamos falhando na educação dos homens e isso resulta no assassinato de mulheres. O Governo do Estado precisa entender que há necessidade de mudar as políticas públicas em defesa das paraibanas”, defendeu.

Neste momento, segundo a tucana, não há um tema mais emergencial para a mulher paraibana do que a sua proteção, a proteção a sua vida. “Nós precisamos fazer com que o nosso pensamento, o nosso discurso chegue a nossas escolas, chegue a nossas crianças. Nós precisamos quebrar um histórico de machismo da nossa sociedade. A mulher cresce e há o empoderamento feminino, mas proporcionalmente ao empoderamento vem justamente o feminicídio e a violência contra a mulher”, afirmou.

“Precisamos dar um basta nisso! Não podemos mais admitir que mulheres sejam mortas por serem mulheres. Defendo que possamos, inclusive, refletir e adotarmos medidas para que esse combate seja feito dentro das nossas escolas e até das nossas casas, com a educação dos nossos filhos, mostrando que a violência não é tolerada. Não podemos mais aceitar como normal que, em apenas três meses 1.016 inquéritos tenham sido instaurados nas delegacias da mulher da Paraíba para apurar casos de violência”, destacou.

Casos de feminicídio - A semana de 14 a 20 de abril terminou com quatro casos de mulheres assassinadas na Paraíba. Na segunda-feira da semana passada, a secretária da Educação de Boa Vista, Dayse Alves, aos 40 anos, foi morta a tiros pelo marido, Aderlon Bezerra de Souza, em Campina Grande. Após cometer o crime, ele se matou. Na quinta-feira, Tâmara de Oliveira, de 37 anos, foi morta com três tiros pelo seu companheiro, no bairro da Torre, em João Pessoa, que também cometeu suicídio em seguida.

Já na sexta-feira, em pleno feriado da Paixão de Cristo, Ana Priscila do Rêgo, de 31 anos, foi morta a facadas e o seu corpo foi deixado em uma construção abandonada no bairro de Mangabeira. O companheiro confessou o crime e disse que só queria assustá-la. No último sábado, a agricultora Fabiana Ferreira da Silva, de 30 anos, saiu para beber com o companheiro e outras pessoas em um bar. Os dois brigaram e ele teria atirado na vítima após essa discussão.

Em março deste ano, conforme dados da Secretaria de Segurança e Defesa Social, três mulheres foram vítimas de homicídio doloso na Paraíba. Um dos casos está sendo investigado como feminicídio. Em fevereiro, há a suspeita de feminicício sob um caso de assassinato. E, em Janeiro, quatro mulheres foram assassinadas no Estado e os casos também estão sob investigação da Polícia Civil como sendo suspeitas de feminicídio. Os crimes foram cometidos pelo companheiro ou ex-companheiro das vítimas.

Assessoria



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