Apenas 3,3% dos estudantes brasileiros querem ser professor e Pedro defende reestruturação da carreira

VALORIZAÇÃOO deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) destacou nesta segunda-feira (15), Dia do Professor, dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em que mostram que apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professor, e defendeu uma reestruturação e valorização da carreira no Brasil. Para isso, Pedro luta pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Nova Educação (20/2015), que cria o Magistério Nacional, investindo na valorização do professor.

“Infelizmente esses números refletem uma realidade quando o assunto é educação. Os números são apenas o resultado do pouco reconhecimento que temos com nossos professores, que além de pouco remunerados, enfrentam ainda problemas como a falta de segurança nas escolas e qualificação profissional”, afirmou o parlamentar.

Os dados mostram ainda que quando se trata daqueles que querem ser professor em escolas, na educação básica, esse percentual cai para 2,4%. Os baixos salários têm influência direta nas escolhas pela profissão. Para se ter uma ideia, professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, uma média de 25% a menos. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) essa porcentagem subiu desde 2012, quando era 65,2%.

PEC 20/15 – A Proposta de Emenda à Constituição apresentada por Pedro estabelece que o professor seja a categoria responsável pela educação e que seu subsídio máximo seja considerado limite superior dos agentes administrativos públicos, não podendo a diferença entre as diversas categorias ser superior a 10% nem inferior a 5%, nem exceder a 90% do limite a que se refere ao subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Todos os professores, segundo a propositura, seguirão as diversas carreiras, regidas por uma lei complementar nacional, sem que, também, no espaço geopolítico ou administrativo possam ter diferenças. “Garante-se assim, um subsídio para o magistério como forma de dar-lhe a mesma grandeza dos agentes políticos (magistratura, Ministério Público, mandatos eletivos e correlatos) e que esses subsídios serão limites superiores na administração pública, para os demais servidores do Estado, entendidos como agentes administrativos”, explicou o deputado.

Assessoria
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