Pedro critica decreto que mantém aulas suspensas na PB e lamenta prejuízo educacional: estimativa é regressão de 20 anos

Foto: Divulgação / Ascom. 
O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) criticou a prorrogação do decreto do Governo da Paraíba, publicado nesta quarta-feira (1º), que mantém as aulas presenciais suspensas na rede estadual de ensino. Na tribuna da Câmara dos Deputados, o parlamentar lamentou o prejuízo educacional causado pela suspensão das aulas, ocorrida desde o começo da pandemia e ainda sem previsão de retorno.

“Desde o começo da pandemia ouvimos de especialistas que o coronavírus não se apresenta em crianças de forma agressiva. Infelizmente, no Brasil, por uma decisão equivocada nossa, a pandemia trouxe um impacto duríssimo às crianças e aos adolescentes, principalmente pela decisão de fechar as escolas e boa parte continua fechada”, apontou.

Pedro apontou ainda dados do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para Infância (Unicef), que mostraram que durante a pandemia, o número de crianças fora da escola aumentou para mais de 5 milhões. O cenário levou o Brasil a regredir 20 anos nos índices sobre evasão e abandono escolar, já que o país está entre os locais em que as escolas ficaram fechadas por mais tempo devido à covid-19, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  

“Esses dados são duros porque boa parte dessas crianças não voltam mais à escola. Há o rompimento de um vínculo que dificilmente é restabelecido. Este é mais um instante em que se revela qual o grau de prestígio que a escola tem no Brasil. Ela deveria ser a última a fechar e a primeira a reabrir. Reabrimos bares, praias, shoppings, e tinha que reabrir pela economia, mas não tem que reabrir as escolas por conta da educação?”, questionou.

Projeto de volta às aulas - O deputado fez um apelo para que os colegas aprovem o Projeto de Lei 2949/2020, que prevê a retomada das atividades presenciais nas escolas de todo o país.  A proposta garante que União, estados e municípios devem organizar de forma colaborativa o retorno das aulas, que deve ter estratégia definida por princípios e diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). (*) Assessoria

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