Profissionais de saúde fazem ato pedindo retificação de salários do concurso da Fundação PB Saúde

Remuneração é de até R$ 1,5 mil, e entidades dizem que valor é abaixo do piso das categorias. 

Foto: Reprodução / TV Cabo Branco. 
Integrantes de conselhos e sindicatos de profissionais da área de saúde protestaram nesta terça-feira (6), em um ato pedindo retificação de salários em um concurso do estado e valorização da classe, na Praça João Pessoa, em frente o Palácio da Redenção, na capital.

O ato foi convocado partir da divulgação do edital de contratação da Fundação Paraibana de Gestão de Saúde do Estado neste sábado (3) - um concurso com salários defasados, conforme as entidades.

O concurso da PB Saúde oferece 326 vagas para contratação imediata, distribuídas em 75 cargos, e com remunerações que variam de R$ 1,1 mil a R$ 1,5 mil, além de gratificações. Entre as vagas estão os cargos de farmacêutico, nutricionista, técnico de enfermagem, enfermeiro, entre outras.

Entidades da classe pedem uma revisão salarial, ampliação de vagas e mais benefícios. Conforme a presidente do Sindicato de Enfermagem da Paraíba, Milka Rego, as categorias reunidas no local foram enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, odontólogos e nutricionistas. Segundo ela, não só os salários são incompatíveis, mas a jornada de 40 horas também não é praticada no estado.

"A jornada de trabalho muda de acordo com o que está especificado para cada categoria. Fisioterapeuta, por exemplo, já tem uma jornada regulamentada em 30 horas e salário também de R$ 1.500. Os enfermeiros, nutricionistas, como não tem jornada específica, a jornada fica 40 horas e salário também de R$ 1.500. Odontologia do mesmo jeito, só uma outra categoria está com um salário bem diferenciado. E a gente informa que os profissionais da saúde não trabalham sozinhos, trabalham em equipe, então o salário a nível superior tem que ter uma equiparação e não uma distorção tão grande", disse a representante.

Ela informa também que solicitou uma reunião com o secretário de saúde e Governo do Estado, mas até agora, não foram convocados.

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), Eduardo Varandas, informou que solicitou uma reunião na quinta-feira (8) com representantes das entidades e da Secretaria de Saúde do Estado, para averiguar se houve violação de algum piso salarial fixado por lei, nacionalmente. Na reunião, a PB Saúde também poderá explicar se vai existir alguma gratificação a mais a ser paga, assim como discutir os salários com a classe.

Os conselhos regionais de enfermagem, farmácia da Paraíba, Coren-PB e CRF-PB e o Conselho Regional de Nutricionistas da 6ª Região (CRN-6), emitiram notas de repúdio em relação aos vencimentos oferecidos no concurso da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), cujo edital foi publicado no sábado (3). Segundo as entidades representativas dos trabalhadores, a remuneração de R$ 1,5 mil está abaixo do piso das categorias.

Em nota enviada à imprensa, o secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, explicou que o edital divulgou apenas o salário base previsto na CLT, e que há reflexos sobre este salário, como férias, adicional de ⅓, 13º salário, descanso semanal remunerado, recolhimento de FGTS e correção salarial anual por meio de acordos trabalhistas. (*) G1PB


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